quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Capítulo Quatro

Seus olhos bateram nela direto, e em um par de segundos, sua expressão mudou várias vezes - surpresa, entendimento e prazer. Os cantos de sua boca subiram naquele sorriso sexy, e ele sorriu para ela.

Graças a Deus, Vanessa estava sentada, ou seus joelhos teriam dobrado. Como era mesmo possível uma única pessoa possuir tanto charme? Ele caminhou em sua direção, sua arrogância perfeitamente acentuada por sua calça jeans desbotada e camiseta preta. Seus olhos brilhavam perigosamente quando ele se sentou na extremidade inferior de sua espreguiçadeira e disse:

— Algo que eu deveria ter dito esta manhã... — Vanessa piscou, incapaz de formar palavras - mais uma vez. — Oi, eu sou Zac.

Nããão, não, não, não, não!
Zac? Zac da Ashley?
Eu não posso acreditar nisso!

—Então, você já ouviu falar sobre mim.—Sim, eu ouvi falar de você - você é o melhor amigo da minha melhor amiga! Você é provavelmente o único homem em Gênova, se vacilar, em toda a Itália, que eu não posso ter. Você é a única pessoa que eu não posso ter a minha quente e sexy aventura de verão... e é a única pessoa que eu quero ter a minha aventura quente e sexy de verão!

Isso era um desastre.
O sangue quente correu pelas bochechas de Vanessa, enquanto ela se lembrava de tudo que contou a Ashley. Quando ela descobrisse que seu salva-vidas era Zac, ela ia  surtar. Vanessa sabia que sua prima nunca ficaria bem com alguém usando um dos seus amigos mais íntimos para um pouco de diversão de verão. Mesmo que essa pessoa fosse uma de suas amigas mais próximas.

—Sim, eu ouvi sobre você. — eu disse. Tudo ia dar certo. Ela estava caminhando para fingir que não o achava incrivelmente atraente e tentaria ser amiga dele.

—Tudo o que ela lhe disse, eu garanto que a realidade é ainda melhor. — ele disse, e sorriu.
Bom plano, Vanessa, bom plano. Agora tente cumpri-lo.

*

Quando Zac a viu, ele não podia acreditar na sua sorte. Ele não tinha parado de pensar nela o dia todo. Ele sabia que ela o lembrava de alguém - havia uma foto na sala dela junto com Ashley. Ela tinha uns doze anos quando foi tirada, por isso que ele não se lembrou de imediato.

Vanessa. O nome dela era Vanessa - prima de Ashley.

Ela definitivamente parecia desconfortável com a sua paquera e Zac não podia deixar de achar isso adorável. Não são muitas as meninas hoje em dia que tentam se esquivar de seu flerte.

—Zac, pare de importunar Vanessa. — Ashley disse quando saiu, seguida por sua irmã  e Beppe.

Eu não estou incomodando, eu só estou checando minha paciente. Vanessa fechou os olhos e corou.

Uau, ela deve ter dito a Ashley sobre mim, pensou Zac.

A julgar pela expressão quase cômica de surpresa da sua amiga, ela tinha. E era suculento - as meninas trocaram um olhar que falava alto.

—Será que essa é sua mais recente frase de flerte? — perguntou Beppe e caminhou em sua direção, parando em frente de Vanessa e teatralmente beijando-lhe a mão. — Não perca seu tempo com esse perdedor, belíssima.
Vanessa riu, para deleite do Beppe. Ele ainda estava segurando a mão dela. Ela não afastou-se dele, mas sustentou o olhar, seus lábios se separando, enquanto ela lambia-os com a ponta da língua. Zac sabia que as mulheres reagiram dessa maneira com Beppe - seu amigo era alto, magro e tinha essa perigosa vibração de bad boy. Seu rosto perfeitamente simétrico, olhos escuros, piercings e tatuagens também ajudava a atrair as mulheres. Agora, no entanto, Beppe precisava afastar-se de Vanessa, ou Zac iria obrigá-lo a fazer.

—Cai fora, cara. Isso é entre médico e paciente. Na verdade, eu acho que devemos ir para algum lugar mais calmo para examiná-la adequadamente.
Vanessa desviou os olhos de Beppe e soltou a sua mão. Concentrando sua atenção de volta para Zac, ela mordeu o lábio para abafar uma risada.
—Não há necessidade, mas obrigada. Eu estou bem.

Para provar seu ponto, ela passou as pernas pela espreguiçadeira e levantou-se, pisando em seu pé machucado. Não foi uma boa ideia. Zac a viu estremecer de dor e perder o equilíbrio. Felizmente, ele estava de pé no momento em que ela se levantou, e apoiou seu peso, circulando sua cintura com os braços. Ela ficou tensa sob seu toque e sua respiração parou.

—Você tem certeza sobre exame? — Zac sussurrou em seu ouvido, quando ele a soltou e ela apoiou seu peso sobre o outro pé. Vanessa exalou alto, as pupilas dilatadas e ela corou quando olhou para ele.
—Absoluta.

Suas palavras diziam uma coisa, mas seu corpo tinha uma opinião completamente diferente. Zac gostava disso. Ele não conseguia se lembrar quando foi a última vez, se é que teve alguma vez, que uma menina tinha esse tipo de reação apenas em estar perto dele. Claro, ele não carecia de atenção feminina, mas não era nada assim.
Nada tão sincero.

Não se preocupe com eles, Vanessa. Eles são idiotas. — disse Gia quando veio resgatar Vanessa. — Eu sou Gia, a irmã do idiota número um. — Vanessa sorriu para ela, quando seu irmão a abraçou e beijou ambas as bochechas. — Venha, deixe-os fazendo seu churrasco. Vamos conseguir uma bebida.

E ela a levou embora.

*

Gia era quase uma cópia exata de Zac - uma versão feminina de sua perfeição. Seu cabelo escuro era comprido e ondulado, e Vanessa pensou que era como o de Zac ficaria,  se ele não o cortasse curto. Seu rosto era um grande exemplo de simetria perfeita - o nariz reto, maçãs do rosto salientes, boca cheia e aqueles olhos azuis brilhantes. A única diferença era que o corpo de Gia era um caso impecável da feminilidade - pequeno, elegante e cheio de curvas - enquanto Zac era alto, com ombros largos e a energia emitida em equilíbrio em todos os seus movimentos.

Gia pegou dois copos e começou a derramar Prosecco neles.

Eu vou tomar um copo de limonada — disse Vanessa, antes que ela pudesse encher seu copo com vinho.

Você tem certeza? — Vanessa assentiu. — O vinho combina perfeitamente com antepastos...

Sim, quando você tem câncer de fígado - não tanto.

Talvez mais tarde. — não haveria qualquer vinho mais tarde por parte da Vanessa, mas ela não queria ofender Gia; italianos levam seu vinho muito a sério.

Apesar da surpresa inicial com a identidade de Zac, a noite fluiu perfeitamente com pausas não estranhas. Gia era legal, engraçada e direta nas palavras, e Vanessa realmente gostava dela. Beppe parecia pertencer a um romance, não a vida real. Ele era impecável: o seu corpo era magro e musculoso, tatuagens espreitavam sob a sua camiseta apertada, ele estava com a barba de alguns dias em seu rosto, acentuando o seu visual casual, sua sobrancelha direita tinha um piercing, e Vanessa tinha certeza que viu piercing na sua língua também. E, no entanto, aos olhos de Vanessa, seu deslumbramento parecia desaparecer no momento em que se sentou ao lado de Zac.

Beppe gostava de provocar Zac e fazer todo mundo rir. Eles continuaram se provocando, alternando entre Inglês e Italiano o tempo todo, como se fosse a mesma língua. O Inglês de Beppe era muito bom, embora não tão perfeito quando o de Gia e Zac. Vanessa se perguntou por que, e fez uma nota mental para perguntar a Ashley depois.

Falando de Ashley, ela parecia preocupada quando descobriu que Zac era o salva- vidas da Stella, mas quando a noite avançava, ela relaxou. Vanessa foi inflexível  sobre cortar sua paquera pela raiz, porque iria deixar Vanessa claramente desconfortável - e com razão: dois de seus amigos mais próximos se pegando, quando um deles tinha câncer e vivia em outro país, era uma receita para o desastre. Vanessa não queria colocar sua prima em uma posição onde ela tivesse que escolher entre os dois, se as coisas terminassem mal.

O jantar estava delicioso - carne assada, salsichas e legumes. Vanessa teve de admitir que, mesmo brincando, os meninos conseguiram lidar com o churrasco à perfeição.   Zac estava especialmente orgulhoso quando Gia-a-chef elogiou a comida. Ele não fez mais nenhum movimento em direção a Zac enquanto comiam, e ela estava feliz. Isso realmente a fez sentir como um jantar entre amigos, e era fácil esquecer que ela tinha acabado de conhecer todos apenas algumas horas atrás.

— Então, Vanessa, você tem algum plano? Qualquer coisa que você queira fazer enquanto estiver aqui? — perguntou Gia.

Não, eu não fiz planos específicos. Eu estou pronta para qualquer coisa, eu acho.

Bom. Vamos cuidar bem de você, então. — Gia sorriu calorosamente para ela.

Você vem com a gente para o jogo de futebol no sábado? — perguntou Beppe, os olhos brilhando de emoção.

O jogo? Não terminou o campeonato? — Vanessa tinha certeza que a Série A terminou em maio, e não recomeçaria até o final de agosto.

É — disse Beppe, seu interesse claro. — Mas é uma partida beneficente entre Sampdoria e Gênova. A cidade inteira provavelmente irá.

Eu não perderia esse campeonato por nada. Pode contar comigo

Sampdoria x Gênova? No verão? Wow - Vanessa queria tentar ver um jogo, mas ela nunca esperava que fosse o campeonato épico, uma vez que era fora de temporada. Seu rosto deve ter mostrado exatamente como ela estava animada, porque Beppe estreitou os enervantes olhos castanhos para ela e ergueu a sobrancelha perfurada.

Você gosta de futebol?

Yeah. — Ela tentou parecer indiferente, porque sempre pegava as pessoas de surpresa. Futebol tinha sido sua paixão desde que era uma menina, graças ao seu pai e Eric. Seu irmão tinha sido um ávido fã de Liverpool e a tinha levado a inúmeros jogos.   Seu entusiasmo sempre foi muito contagiante e, antes que ela percebesse, Vanessa tinha se tornado tão obcecada como ele. Depois que ele morreu, ela sentia que era seu dever continuar a sua lealdade ao seu time favorito. Ela sentiu que se ele pudesse vê-la, ele estaria orgulhoso.

Então, qual time você vai torcer na partida? — perguntou Beppe, testando.

Gênova. Sem dúvida.

Foi a resposta errada, porque o rosto de Beppe caiu. Por outro lado, os lábios de Zac se espalharam em um sorriso preguiçoso. Então, talvez fosse a resposta certa, afinal.


Só uma pequena advertência. Os torcedores do time perdedor irão pagar a cerveja depois. — Beppe relaxou em sua cadeira, pensando que a situação estava resolvida.

É melhor trazer sua carteira, então. — Vanessa disse, e Zac e Gia riram. O rosto de Beppe ficou sério, e Vanessa sentiu que tinha provocado seu oponente, e estava prestes a ser testada agora.

Manda a ver.

Você sabe sequer quais são as cores que Gênova usa? — Oh, ela não era um fã adequada, era isso? Sua opinião não conta?
O oficial é vermelho e azul, alternativo branco com uma listra vermelha e outra azul.

Beppe ficou boquiaberto e Vanessa teve sua chance de atacar novamente. — E antes de dizer qualquer outra coisa, se não fosse por nós ingleses que vieram para cá e criamos um clube de futebol, o esporte mais popular, provavelmente seria vôlei de praia. É por isso que eu vou apoiar Gênova no sábado - é o primeiro clube de futebol na Itália, fundada por ingleses em 1893 e ainda vestindo orgulhosamente a cruz de São Jorge em suas camisas.
Silêncio. Beppe emudeceu. Zac ficou surpreso. Gia e Ashley haviam saído para limpar a mesa e levar os pratos vazios, sem Vanessa perceber.
Beppe conseguiu reunir os seus pensamentos depois de alguns segundos, e Vanessa, se podia julgar pelo brilho perverso nos seus olhos, estava pronta para a revanche.

Falando de bandeiras, vocês ingleses devem nos agradecer, o povo de Gênova, por lhes emprestar a bandeira do nosso St George para proteger sua frota, enquanto navegavam em nossas águas no século XII — disse ele, e sorriu orgulhoso de si mesmo.

Nós não estávamos falando de bandeiras, estávamos falando de futebol. Não tente mudar a direção da conversa. Na verdade, você provavelmente deveria me agradecer agora, já que eu sou um representante da nação que trouxe o futebol talentoso ao seu país. Se você fizer isso, eu poderia simplesmente ignorar o fato de que você está falando mal da razão pelo qual o futebol italiano ainda existe.

Zac soltou uma risada gutural e foi a coisa mais sexy que Vanessa já tinha ouvido. Ele encheu todo o seu corpo com ondas de prazer e ela se esforçou para manter a calma e continuar impassível, quando o que ela realmente queria fazer era fechar os olhos em êxtase. Seus olhos correram na direção de Zac, e ele brindou a garrafa de cerveja em sua direção, antes de tomar um gole. Ele manteve os olhos sobre ela enquanto bebia, o pomo-de-adão subindo e descendo em sua garganta. Os lábios de Vanessa se separaram quando ela se viu dando um beijo logo abaixo da linha da mandíbula e chupando a carne tenra.



Pare com isso! Amigos, lembra?

Que tal você me agradecer? Nós demos a seu país uma bandeira nacional, porra!

A voz de Beppe estava séria, mas havia diversão brincando em seus olhos.
OK, eu vou. Contanto que você me agradeça pelo futebol.

Ele olhou para ela, incrédulo.

Bem? Nós temos um acordo?

Sobre o meu cadáver. — Beppe pronunciou cada palavra devagar e com cuidado e Vanessa não conseguia esconder o sorriso. — Será que ele que te ensinou isso? — Ele perguntou, apontando para Zac.

O quê? Não!

Você tem certeza? Porque soa muito parecido com algo que esse bundão meio- Inglês diria.

 Meio-Inglês? Isso explica muita coisa.

Eu vou fumar um cigarro. — Beppe se levantou, tirando uma caixa de cigarros do bolso de trás, e se dirigiu para longe da mesa.

Você realmente o pegou, ele só fuma quando está extremamente frustrado. — disse Zac, perfurando seus olhos em Vanessa. Estava ficando escuro lá fora e sem nenhuma luz para refletir, ele parecia quase preto.
Sinto muito. Eu acho que fico um pouco mais na defensiva quando alguém sugere que eu não sou “uma boa fã”, porque eu sou mulher.

Ele nunca disse isso.

Estava em seus olhos.

Zac sorriu e inclinou a cabeça para o lado, a intensidade de seu olhar derretendo qualquer pensamento e razão no cérebro de Vanessa. Ela teria dado qualquer coisa para descobrir o que ele estava pensando.

*

A cabeça de Zac estava cheia de imagens de Vanessa, e em todas elas, ele estava muito mais perto dela do que estava agora.

Ele passou apenas algumas horas com ela, mas foi o suficiente para tirar algumas conclusões sobre ela - ela era inteligente, divertida, com um grande senso de humor, ela sabia quem ela era e estava confortável em sua própria pele, ela respeitava as outras pessoas, mas tinha sua própria opinião e a expressava, e ela gostava de futebol. Ela poderia ser mais perfeita?
Duvido.

Você lê bem as pessoas, não é? — Disse ele em resposta a sua declaração anterior. Ele a pegou avaliando todos na mesa com aqueles olhos achocolatados. Ela não tinha  sido ostensiva  sobre  isso, mas Zac não podia  perder,  porque  ele estava olhando para ela o tempo todo.

Às vezes.

— Você pode dizer que eu estou pensando agora? — Ele sabia que estava brincando com ela forte, e orou que ela mordesse a isca.

Imagino.

Você quer compartilhar?

Eu prefiro não. — Não era a resposta que ele estava esperando, então ele levantou uma sobrancelha em questão.

Por que não? Você pode estar certa. — Ele estava abusando da sorte e ele sabia disso, mas ela o deixava louco. Ele queria pular fora dessa maldita cadeira, puxá-la em seus braços, e beijá-la até que ambos não tivessem mais fôlego.

É disso que eu tenho medo. — Vanessa levantou-se, reunindo alguns guardanapos em um prato vazio. — É melhor eu ajudar Ashley...

Ele estava em pé e ao lado dela em um segundo.

Vanessa... — começou ele, gostando do modo como seu nome rolava em sua língua.

Zac, não. Pare de flertar comigo. Você sabe que não adianta — Ela olhou para ele e sua expressão estava séria e determinada.

Por quê?

Por causa de Ash.

Ela não teve que elaborar. Zac não era estúpido, ele sabia o que ela queria dizer e ele ainda não conseguia se conter. Ele havia tentado evitar durante o jantar, mas quando eles estavam sozinhos, ele não poderia se segurar. Zac não conseguia se lembrar de quando foi a última vez que ele tinha estado tão atraído por alguém.

Olha, eu vou ficar aqui por dois meses e tudo que eu quero é relaxar e me divertir. Você e eu... — ela circulou a mão entre eles, tocando sua barriga e fazendo o seu abdômen flexionar involuntariamente — traz muitas complicações. Por que você não me mostra seu verdadeiro eu, e não o Casanova atrevido? Eu gostaria de conhecê-lo e descobrir por que Ashley o escolheu como um de seus amigos mais próximos. Vamos esquecer a paquera e sermos amigos.

Ele não se importaria de ser amigo dela. Com benefícios. Mas, sim, ela estava certa.

*

Niki chegou em casa, assim que todo mundo estava partindo. Ela parecia exausta - levar seu próprio negócio tinha seus benefícios, mas também significava que ela tinha  que trabalhar quase o tempo todo. Elas conversaram um pouco, enquanto ela jantava na cozinha e, em seguida, pediu licença para ir para a cama.

Quer um pouco de chá de camomila? — Ashley perguntou, colocando a chaleira no fogo.

Sim, obrigada. — Vanessa mandou uma mensagem a sua mãe, porque ela sabia que Gina gostaria de ouvir notícias dela, mas gostaria de lhe dar algum espaço, e não ligaria para saber como ela estava todos os dias. Quando ela colocou o telefone sobre a mesa, Vanessa percebeu que o único som que podia ser ouvido em toda a casa era a água fervente.
Ashley estava de costas para ela, olhando para a chaleira.

Hey. Você está bem? — Tudo o que ela conseguiu foi um aceno de cabeça. — Você está preocupada comigo e Zac?

Os ombros de Ashley caíram e Vanessa sabia que tinha acertado em cheio. Sua prima era muito atenciosa para dizer qualquer coisa, mas ela estava inquieta. Vanessa se levantou e foi até ela.

Ash — ela tocou em seu ombro para fazê-la virar e encará-la. — Não se preocupe. Está tudo bem. Eu não sabia quem ele era e nem ele me conhecia. Mas, agora, que nos conhecemos - nós vamos ser amigos. Ele parece ser um cara muito legal e eu adoraria conhecê-lo e ver o que você vê nele.

Mas... O que você disse antes, sobre o quanto você estava atraída por ele... — Os olhos verdes de Ashley brilharam com preocupação e incerteza.
Eu acho que toda mulher com olhos estaria atraída por ele. Olhe para ele! 
Eu não tenho nenhuma ideia de como você nunca sentiu nada por ele...

Você não está melhorando as coisas. — disse Ashley, mas ela relaxou um pouco e até mesmo sorriu.

Está tudo bem, Ash. Eu posso olhar para além disso. Eu posso ser amiga dele, de todos eles. — Ashley assentiu e todo o seu rosto se iluminou num sorriso, como se uma névoa espessa tivesse sido tirada. — Além disso, meu palpite é que há uma abundância de outros caras para cobiçar aqui, certo?

Você não tem ideia.


Elas riram, enquanto misturavam um pouco de açúcar em seu chá.

4 comentários:

  1. Aaaahh eu ameii o capitulo. Tenho certeza que vai ser incrível este tempo da Vane na Itália. Bjoss posta mais logo. Super ansiosa por mais um capitulo

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  2. Também amei ❤️ E affs a Ashley não pode atrapalhar o romance. Quero Zanessa juntos logo hein? São lindos ( tá isso todo mundo já sabe rsrs) continua Rafa, tô amando ❤️❤️❤️❤️

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  3. Que a Ashley não atrapalhe, amém!
    Ansiosa para ver o desenrolar desse romance!
    Posta mais ��

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  4. Por favoooor posta logo

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