terça-feira, 11 de outubro de 2016

Capítulo Oito

Quando o bar estava limpo e as portas bem travadas, Zac pegou a mão de Vanessa na sua, como se fosse a coisa mais natural do mundo, e levou-a em direção ao estacionamento na parte de trás.


— Para onde estamos indo? — Perguntou ela, porque pensou que pegaria um táxi para casa.

— Até o carro. Eu vou levá-la para casa.

— Oh. Ok. Eu não sabia que você tinha um carro.

— Sim, eu tive que deixá-lo um tempo na oficina. Eles tiveram que consertá-lo depois do acidente.

A palavra — acidente — ecoou na cabeça de Vanessa e ela imediatamente congelou  no lugar. Ela não gostava dessa palavra. Após o acidente de carro que tinha tirado a vida do seu pai e Eric, Vanessa não tinha sido capaz nem mesmo entrar em um carro por dois anos. Tinha sido uma luta vencer sua fobia, percebendo que ela não poderia passar a vida assustada. Imaginar Zac em um acidente de carro, no entanto, trouxe de volta as memórias , e por um momento ela sentiu o início de um ataque de pânico.

Fechando os olhos, Vanessa respirou fundo e tentou se acalmar. Zac estava bem aqui ao seu lado, ele não tinha morrido. Tudo estava bem.

— Vanessa? Você está bem?

Ela abriu os olhos para encará-lo, imediatamente relaxando quando encontrou seu olhar cor de safira. Ele havia chegado mais perto dela, provavelmente porque pensou que ia desmaiar. A preocupação em seus olhos era evidente, mesmo no estacionamento pouco iluminado. Mas havia algo mais - ele sabia por que suas palavras a tinham assustado. Ashley deve ter contado a ele sobre o acidente que também matou seu próprio pai.

— Sinto muito. Eu não deveria ter dito nada. Eu... Esqueci — Felizmente, não havia pena em seus olhos, apenas uma preocupação genuína. Vanessa estava feliz que ele tinha se esquecido do fato que ela havia perdido metade de sua família. Ela não queria que ele pensasse nisso cada vez que olhasse para ela.

— Está tudo bem, Zac. Estou bem — Ela desviou o olhar dele para o único carro deixado no estacionamento, era uma BMW 125i prata.

— Você tem certeza? Podemos caminhar, é uma noite quente. Eu posso levá-la para casa e pegar um táxi de volta aqui...

— Zac — disse ela, virando-se para encará-lo, sentindo-se irritada que tinha mostrado vulnerabilidade suficiente para que agora ele estivesse preocupado com ela. — Eu não vou fazer você andar pela cidade depois do trabalho, só porque eu me apavorei sobre você em um acidente. Eu estou bem. Vamos lá. — Ela fez um gesto de impaciência em direção ao carro, e depois de lançar um último olhar desconfiado para ela, Zac abriu as portas e eles entraram.

Ele era um grande piloto. O carro ronronou sob seus pés e ele dirigiu sem problemas. Apesar de sentir-se nervosa, Vanessa não podia deixar de admirar a maneira como ele lidava com a BMW, nem uma vez parando subitamente, ou cometendo qualquer errinho irritante. O que a surpreendeu foi que ela achou muito sexy a maneira como ele mudava a marcha e manuseava no volante. Ela nunca, nunca, achou alguém sexy por dirigir antes.

— Você está me encarando, querida — disse ele com um sorriso diabólico. Vanessa corou e ficou contente pela escuridão da noite. — O que é? Você não acha que eu vou levá-la para casa em segurança?

Ela confiava nele, mas ela não sabia o porquê. Confiar em alguém que dirigia um carro não era algo que ela achava que conseguiria fazer algum dia.

— Você acabou de admitir que esteve em um acidente. Eu queria ter certeza de que você sabia o que estava fazendo.

— Não foi minha culpa. O imbecil estúpido tinha bebido e ultrapassou o sinal vermelho, batendo na gente. Não havia nada que eu pudesse fazer. Felizmente, o carro pegou todos os danos e saímos sem um arranhão.

— Nós? — Vanessa sentiu o pulso acelerar novamente. Isso soava muito como um déjà vu, o motorista que matou sua família havia ultrapassado o sinal vermelho e bebido. E Zac não estava sozinho.

— Sim, eu e Ashley. Não, não, não, não! Eu pensei que ela tinha te contado...

Vanessaa não podia falar, porque a garganta estava completamente fechada, então ela apenas balançou a cabeça. Ashley tinha sofrido um acidente de carro recentemente. O que havia de errado com este mundo? Será que todos que amava seriam mortos em um acidente de carro? Esse era o seu pior medo voltando à vida. Justamente quando ela pensou que tinha conseguido superá-lo.

O carro diminuiu a velocidade e parou. Vanessa tentou afastar a ansiedade, olhando para fora da janela, percebendo que não estavam ainda em frente a casa de Ashley.

— Por que você parou? — ela perguntou a Zac, virando-se para encará-lo. Ele tinha aquele olhar novamente - preocupação misturada com pesar. Ele não disse nada, apenas soltou o cinto de segurança e afastou uma lágrima de seu rosto com o polegar.

Vanessa ainda não tinha percebido que estava chorando. Perfeito. Isso poderia ficar mais embaraçoso?

Ele não perguntou se ela estava bem, porque, obviamente, ela não estava. Não havia nenhum ponto mais em negar o que sentia. Mas, ainda assim, ela não tinha coragem de lhe dizer exatamente como se sentia agora.
Eles ficaram em silêncio por alguns instantes, até Zac falar.

— Quando meu pai morreu, eu sai dos trilhos. Eu bebia e festejava a cada noite, dormia com cada menina que mostrava um interesse remoto em mim. Eu não estava interessado em nada nem em ninguém. Minha mãe estava de luto à sua maneira, enterrando-se no trabalho, e raramente em casa. Gia estava ocupada tentando se formar com boas notas e entrar na faculdade. Eu sentia que todos tinham me abandonado. Eu comecei a entrar em brigas e causar problemas em todos os lugares que aparecia.
Isso durou mais de dois anos. Eu estava uma bagunça e não via nenhuma saída. Até que uma noite eu entrei em uma briga, e o cara acabou em coma por uma semana. Ele quase não sobreviveu. Nenhuma acusação foi levantada contra mim, porque eu tinha fugido e o deixado para morrer. Ele tinha drogas com ele e estava completamente pirado quando a ambulância chegou. Ele nem sequer se lembra que eu o mandei para o hospital.
Eu quase matei alguém, e eu não me lembro o porquê. Esse foi o despertar que precisava para tentar resolver meu problema. Era isso ou acabar na prisão, ou pior. Eu precisava lidar com a morte de meu pai. Aceitar e seguir em frente. Então eu parei de beber e festejar, e encontrei um grupo de apoio para jovens que perderam seus pais. Achei que não seria capaz de fazer isso sozinho. Foi aí que eu conheci Ashley, e sua amizade tem sido uma parte vital da minha recuperação.

O tempo todo que esteve falando, ele se manteve olhando para frente, através do para-brisas. Vanessa não podia ver seus olhos, mas ela imaginava que eles estavam cheios de emoção. Ela também achava que ele não contava essa história para qualquer um. Ele fez isso para preparar o caminho para ela, para que compartilhasse seus sentimentos com ele.

Ela estendeu a mão até a alavanca da marcha, e pegou sua mão direita na dela. Zac virou a cabeça em sua direção e ele parecia surpreso. Ele não sabia como ela reagiria ao seu passado e ao fato de que ele quase matou alguém sem nenhuma razão.

— Você deveria estar orgulhoso de si mesmo, Zac. Apesar de tudo, você conseguiu sair desse buraco. Muitas pessoas não podem dizer isso. É muito mais fácil deixar ir e cair ainda mais para baixo. — Ela apertou sua mão para tranquilizá-lo de que ela quis dizer o que disse. Ele assentiu, e Vanessa sabia que era sua vez de falar.

— Eu... Tenho medo de carros. Mas eu não posso passar a minha vida tendo esse medo ou aquele. Então eu entro no carro quando preciso, cerro os dentes, e resisto durante o passeio. Eu me tornei tão boa em suprimir o meu medo, que as pessoas nem percebem o quão desconfortável eu estou. O que eu não consigo me imaginar fazendo é eu mesma um dia dirigir um carro. Embora eu possa garantir que eu nunca vou beber e dirigir ou ser imprudente ao volante, eu nunca poderia prometer que não vou bater em alguém, mesmo que fosse por minha culpa, e mudar a vida de alguém assim...

Vanessa fez uma pausa e engoliu as lágrimas. Cinco anos se passaram e ainda falar sobre a morte do seu pai e seu irmão não era nada fácil. Zac apertou a mão dela, e quando ela olhou para ele, seus olhos estavam pedindo a ela para ir em frente.

Minha vida mudou num piscar de olhos. Só isso — ela estalou os dedos — tudo foi tirado de mim. Meu pai e Eric estavam mortos, minha prima e melhor amiga, a única pessoa que sabia exatamente como eu me sentia, estava se mudando para outro país, a minha tia não queria sequer manter contato. Meu maior medo hoje, é que as pessoas com quem me importo sejam arrancadas da minha vida, e eu não vou poder fazer nada sobre isso. Eu percebo que é o que a maioria das pessoas tem medo, mas eu sei exatamente como é esse sentimento por experiência própria, e eu nunca mais quero passar por isso novamente. Eu luto com esse medo a cada dia, porque eu não quero passar a minha vida sem realmente vivê-la, apenas por ter medo. Eu não quero me separar das pessoas que se preocupam comigo, só porque eu estou com medo de perdê-las. — Ela fez uma pausa e pensou em sua cabeça se ela deveria dizer o que veio a seguir ou não. — Eu não quero não ser capaz de me apaixonar, porque eu estou com medo que meu coração vai ser quebrado de uma maneira ou de outra.

Seus olhos nunca deixaram o dele, como ela disse essas últimas palavras.

*
Conseguir que Vanessa se abrisse com ele, lhe deu uma sensação de  conquista incrível. Ela sempre foi extremamente reservada, mesmo depois que ele admitiu o que sentia por ela.

Eu não quero não ser capaz de se apaixonar, porque eu estou com medo que meu coração vai ser quebrado de uma maneira ou de outra.

A maneira como ela havia dito isso, olhando diretamente em seus olhos, parecia uma admissão. E, no entanto, apenas esta manhã na praia, ela disse que não queria usá- lo como um caso de verão e ferir Ashley no processo. O que Zac deveria pensar agora?

A única coisa que conseguia pensar era o quanto ele queria beijá-la. Ele não conseguia se lembrar de compartilhar esse momento com ninguém. Ashley e Beppe eram as únicas pessoas que ele já tinha conversado sobre seu pai e seus sentimentos. Mesmo Gia não sabia exatamente o quanto ele tinha demorado e passado para superar a morte de seu pai.

Mas se ele a beijasse, não haveria como voltar atrás. Ele não se preocupava com as consequências. No entanto, ele não podia ter certeza de que Vanessa não se importaria tanto. Ele não seria capaz de aguentar, se ele a beijasse e, em seguida, ela o rejeitasse.

No final, o seu instinto de auto-preservação ganhou. Ele puxou a mão dela e reposicionou-se para trás em sua cadeira. Ele podia sentir sua decepção quando ela se mudou de volta em seu lugar também. Ele também estava desapontado, mas ele deveria lhe dar algum espaço para pensar. Ele deixou bem claro que queria estar com ela, e até que ela tivesse cem por cento de certeza de que ela queria tanto quanto ele, ele não ia empurrá-la.

Se ela o rejeitasse, ele não seria mais capaz de ficar perto dela. Ele preferia passar um tempo com ela, do que beijá-la agora, só para deixar as coisas estranhas amanhã, quando sua consciência retornasse.

Max ligou o carro e dirigiu em silêncio o resto do caminho. Eles tinham compartilhado um monte e ambos precisavam de um tempo para processar a informação.

Logo, ele estacionou na frente da casa de Ashley e desligou o motor.

Estou feliz que você veio hoje à noite.

Eu também. — Vanessa sorriu para ele e ele refletiu seu sorriso. Seus olhos mergulharam em seus lábios por um segundo e Zac teve que apertar as mãos em punho para impedir-se de agarrá-la e puxá-la contra ele. — Vejo você amanhã, então. Obrigada pela carona.

Ciao, tesoro. A domani — Ele podia ver o efeito que tinha sobre ela quando falava em italiano, e ele adorava. O simples pensamento dela não ser capaz de resistir a ele era um enorme tesão.

Ele tinha uma suspeita de que ela chegaria, mais cedo ou mais tarde.

*
A luz no quarto de Ashley ainda estava acesa, embora fosse muito tarde. Vanessa esperava que ela ainda estivesse acordada. Subindo as escadas o mais silenciosamente que pôde, porque a tia dela devia estar dormindo agora, Vanessa bateu suavemente na porta de sua prima.

Ei, eu estava esperando por você — disse Ashley, quando fechou o livro que estava lendo. Ela estava vestida em seu pijama, e estava deitada apoiada no cotovelo na cama.

Você não precisava. Você já trabalhou o dia todo. — Vanessa sentou-se na cama ao lado de sua prima, e puxou as pernas debaixo dela.

Eu queria ver você. Eu sinto como se, desde que você chegou, tudo o que eu tenho feito é trabalhar ou me preocupar com trabalho. Quero passar mais tempo com você.

Ash, pare com isso. Eu estou ok. Toda vez que você puder passar comigo está bom.

Olha, amanhã estou livre durante o dia, eu só tenho que fazer a aula de arte à noite. Vamos fazer alguma coisa. Podemos ir ao SPA da mamãe e fazer as unhas ou receber uma massagem. Podemos ir à praia... Eu não sei, você decide.

Eu gostaria disso: Spa e praia — Ambos deram risadas, mas logo o rosto de Vanessa ficou sério.

O que há de errado? — Perguntou Ashley. —Zac deu em cima de você de novo? — Ela fez uma careta.

Não, não é isso. Nós nos divertimos muito hoje. Vamos jantar amanhã.

Como um encontro?  — Ashley tentou esconder sua desaprovação, mas não conseguiu. Isso só cimentou a suspeita de Vanessa, que ela não gostaria que eles se envolvessem. Zac tinha feito a coisa certa, quando ele resistiu a beijá-la esta noite. Se ele não tivesse, elas estariam tendo uma conversa muito diferente agora.

Não, tipo como amigos que dividem uma refeição juntos.

Vanessa entendia por que Ashley não queria que ela se envolvesse com um de seus amigos mais próximos, mas, apesar disso, ela se sentia um pouco irritada. Seria tão ruim se ela e Zacx se envolvessem enquanto ela estivesse aqui? Mas ela não podia se dar ao luxo de pensar isso agora.

Por que você não me disse que esteve em um acidente de carro? — ela perguntou, mudando de assunto abruptamente.

Ashley ficou atordoada em silêncio. Primeiro foi o choque em seu rosto, em seguida o entendimento. E, em seguida, outra coisa que Vanessa não conseguia identificar,  porque sua prima escondeu quase que imediatamente.

Ele lhe disse. — Ela disse baixinho, sem acusar.

Sim, ele disse. Por que não?

Você sabe por que, Vanessa. Qual é a razão? Nós estamos bem. A única coisa que a informação teria lhe causado seria um sofrimento desnecessário.
Vanessa sabia que ela estava certa, mas ainda se sentia como uma pessoa vulnerável e fraca, quebrada, que todos tinham que andar na ponta dos pés ao redor. Ela odiava isso.

Eu posso lidar com isso, Ash. Eu posso lidar com a minha própria merda, você não tem que me proteger — Ela não queria parecer tão dura, mas era como se sentia.

Eu sei que você pode. Você é uma das pessoas mais fortes que conheço, Nessa. Eu te admiro pela forma como você lidou com tudo o que a vida tem jogado em você. Eu só não vejo a razão de lhe dizer. O que você teria feito?

Eu poderia ter estado pelo menos lá para você. Aposto que o acidente trouxe muitas memórias de volta.

Ele fez. Isso também foi outro motivo por que eu não queria te dizer. Eu não quero que você sinta o que eu senti. Eu estava uma bagunça por dias. Mas você sabe o quê? Eu consegui sair desse buraco negro, e eu me sinto muito melhor agora. Não só sobre o meu acidente, mas sobre os deles também.

O que você quer dizer?

Eu não sei como explicar isso exatamente. Acho que o que aconteceu com o meu pai, eu não tinha lidado com isso completamente. Mas eu mesma passar por uma situação semelhante, me fez sentir como se superasse a minha própria experiência, e de alguma forma, conseguiu aceitar plenamente o que tinha acontecido com eles também. Isso provavelmente não faz sentido...

Sim, isso faz. Eu entendo. E, de uma maneira estranha, eu estou feliz.

Você está feliz que eu estive em um acidente de carro? — Ashley brincava com ela e Vanessa sorriu.

Sim. Fico feliz que você esteve em um acidente de carro. Eis uma frase que nunca pensei que diria.

Elas conversaram por um tempo mais longo. Ashley conversou animadamente sobre a galeria de arte e como ela tinha vendido uma pintura muito cara hoje. O cara que tinha comprado ficou impressionado com o conhecimento sobre artes de Ashley, apesar da sua tenra idade. Ele disse que, pessoalmente, pediria a sua ajuda na próxima vez que ele visitasse a galeria. Ela também disse a Vanessa o quão impressionado estava com um de seus alunos em sala de aula, que tinha um estilo único e cujo trabalho estava ficando melhor e melhor depois de cada aula.


Vanessa gostava de ouvir Ashley conversar. Logo, suas pálpebras ficaram pesadas e ela começou a afastar-se para dormir. Seu último pensamento foi que ela não estava em sua própria cama, mas estava tão cansada e tão confortável que não se importava. Ela adormeceu ao lado de Ashley, enquanto suas palavras soaram como a melhor história de ninar.

~*~*~*~
Olá meninas!!! Como estão???
Já que estou de recesso da escola e não trabalho essa semana, 
resolvi fazer uma pequena surpresa pra vocês!!! 
Espero que tenham gostado do capítulo!!!! 
E fiquem ligadas,porque essa semana tem mais!!!
Obrigada por todas as que leem e comentam. Amo vocês ♥
P.S.: Ponny,você disse que os capítulos não estão chegando pra você e isso é normla,já que o blogger vive nos trolando. Entra no grupo da fic no facebook. Lá eu sempre aviso quando posto,ok? xoxo

7 comentários:

  1. Que situaçao que o Zac passou...e Ashley tb... Chocada!!!
    Eu ameiiii o capitulo!!!
    Essa historia ta cada capitulo melhor...
    Estou aguardando ansiosamente o próximo capitulo...
    Beijooooos

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  2. Uau eu jamais esperava que a Ashley tinha sofrido um acidente de carro e imagino o trauma pemo qual ela passou. Ameii a surpresa e estou ansiosa por mais um capitulo, o Zac foi um fofo. Bjosss

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  3. Meu Deus, quantas emoções, posta mais logoooo!!!
    Pra mim tbm não tinha aparecido vc tinha postado :(

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  4. Capítulo perfeitoooo!! Com gostinho de quero mais. ❤

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  5. Seus capítulos são sempre prefeitos! !! Parabéns
    Posta logo pfv

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  6. o que foi?????????
    CADÊ VOCÊ????
    posta logo

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  7. ansiosa demais pra ler, cadê a continuação???

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