terça-feira, 15 de novembro de 2016

Capítulo Dez

O restaurante era agradável e acolhedor, embora estivesse na via XX Settembre que estava muita cheia esta noite. A noite estava quente, então eles escolheram uma mesa do lado de fora. As pessoas passavam ao lado da mesa, mas isso não parecia incomodar ninguém. Italianos amavam as suas caminhadas. Eles passeavam pelas principais ruas durante a noite, encontrando os amigos, rindo, sentando-se para um coquetel ou dois, em seguida, caminhando novamente.

Não admira que as pessoas aqui fossem tão saudáveis, Vanessa pensava. Pediram a comida e bebidas, e Vanessa pegou seu telefone, observando se sua mãe  lhe mandou alguma mensagem. Ela deixou-o em cima da mesa, para que pudesse ouvi-lo se Ashley ligasse - ela disse que se não estivesse muito cansada depois do trabalho, ela  poderia vir aqui se juntar a eles.
Suas bebidas chegaram rapidamente; Zac tinha pedido uma cerveja, uma vez que ele estava dirigindo e Stella pediu uma limonada espremida na hora.

—Você deve se transformar em bêbada terrível. — Zac disse, enquanto observava Vanessa saborear sua limonada.

—Desculpe-me?

—Você sabe, quando você bebe você se torna outra pessoa. Como uma versão maior, com mais raiva de si mesma

—O que te faz dizer isso?

—Eu nunca vi você beber álcool desde que você chegou. Você tem dezenove anos de idade, está no exterior sozinha, saindo com os amigos todas as noites. Seu controle tem que ter uma explicação. É essa que eu criei. — Ele sorriu para ela, obviamente orgulhoso de sua conclusão.

—Eu acho que você nunca vai saber — brincou Vanessa em troca.

—Oh, vamos lá: eu quero ver a Vanessa selvagem. Você não quer perder o controle?

—Eu não tenho que estar bêbada para isso. A Vanessa “selvagem” pode facilmente sair quando estou bem sóbria.

—Eu adoraria ver isso.

—Se você for um bom menino, talvez você veja. — Vanessa piscou para ele, brincando e Zac riu. Ele inclinou-se para ela sobre a mesa e baixando a voz disse:

—Eu não acho que o bom menino vai fazê-la mostrar. — Ele piscou de volta e colocou sua mão sobre a Vanessa.

Eles ficaram assim mais alguns segundos, olhando um para o outro, e o rosto de Zac estava sério. Vanessa não gostou da intensidade com que ele olhava para ela, e ela precisava desesperadamente de uma mudança de velocidade.

—Então, me fale sobre você, Zac.

O que você quer saber? — Ele se recostou na cadeira, soltando a mão dela.

—Porque Zac? Não muito italiano.

—Meu nome é Zachary. Mas minha mãe me chamou de Zac a partir do momento em que nasci, por isso pegou. Meu pai era o único que insistia em me chamar de Zachary.

Ele baixou as pálpebras, e evitou contato visual com Vanessa, o que a levou a pensar que ele realmente não queria falar sobre seu pai. Ela estava bem com isso.

—Zachary. Eu gosto.

Ele olhou para ela de uma maneira incerta, como se estivesse decidindo se ele gostava de outra pessoa, além do seu pai, usando o seu nome completo. Quase imediatamente, seu cenho desapareceu e um sorriso torto tomou seu lugar.

—Eu gosto de como você pronuncia, também. Você deve dizer isso mais vezes. — ele disse, enquanto seus olhos viajaram para seus lábios e permaneceram lá por um tempo.

Vanessa deveria ter limpado a garganta e dito alguma coisa, mudado de assunto - qualquer coisa. Mas tudo o que ela podia fazer era olhar para o rosto perfeito de Zac. E então ela fez a única coisa que não deveria ter feito - em um impulso ela lambeu o lábio inferior e segurou-a entre os dentes. Os olhos cazuis de Zac brilharam de volta para ela e escureceu.

—Vanessa... — sua voz era tão baixa que soou quase como um grunhido. Isso a despertou do momento e, limpando a garganta 10 segundos tarde demais, ela se recostou na cadeira para criar alguma distância entre eles. Com ele tão perto, tão focado nela, a atmosfera era muito mais intensa do que ela queria. Esta noite era para se conhecerem melhor e superar essa atração pura que sentiam um pelo outro, não para torná-la mais profunda.

—Conte-me sobre sua mãe.

—Uau, você sabe como estragar um momento.

Vanessa riu - pedir a um homem para falar sobre sua mãe definitivamente arrancava-o para fora de quaisquer pensamentos românticos. Como se com a sugestão, a garçonete trouxe sua comida, que parecia e cheirava deliciosamente. Eles imediatamente começaram a comer.

—Bem, minha mãe é da Inglaterra, e veio para a Itália como representante de  uma grande empresa, para cuidar de seu acampamento de férias, logo depois que ela terminou a escola. Ela pretendia tirar um ano sabático e decidir o que fazer com sua vida, ela nunca teve a intenção de ficar aqui. Mas ela conheceu meu pai e foi amor à primeira vista, eles se casaram um ano depois de se conhecerem. Além disso, ela realmente gostava de seu trabalho. Ela sempre foi boa com as pessoas e línguas, e era um trabalho perfeito para ela. No entanto, ela queria crescer e se desenvolver, não trabalhar em um acampamento de férias a vida inteira. Quando ela ficou grávida de Gianna, em vez de aproveitar o tempo fora e descansar, ela teve aulas de francês. Ela afirma que foi mamão com açúcar, uma vez que ela já falava espanhol e italiano. Ela aprendeu alemão quando engravidou de mim. Para encurtar uma longa história, em sete anos desde que ela chegou pela primeira vez na Itália, minha mãe falava cinco línguas e trabalhava como guia turístico em Veneza e região, bem como freelancer em passeios de barco privado e passeios em museus. Ao mesmo tempo, ela se casou e teve dois filhos — Vanessa percebeu o quão orgulhoso que Zac era de sua mãe. Estava estampado em todo o seu rosto.

—Ela parece uma força da natureza. — ela disse.

—Sim, ela é. Minha mãe é incrível. Não admira que meu pai caiu de quatro por ela. Eles foram muito felizes todos esses anos, era uma loucura assistir. Eles estavam sempre se beijando, abraçando, rindo e brincando entre eles.
Zac fez uma pausa e concentrou sua atenção em sua comida, como se estivesse tentando não pensar sobre o passado. Vanessa não queria deixá-lo desconfortável e decidiu não fazer mais nenhuma pergunta, deixando-o falar sobre o que ele queria.

—Ela trabalha muito agora. Eu raramente a vejo. Essa é a sua maneira de lidar, eu acho. — Ele tomou um gole de cerveja e olhou gravemente para Vanessa, observando atentamente a reação dela. Se ele esperava ver pena ou tristeza, ele iria se decepcionar. Tudo o que ela podia sentir era compreensão.

—Oh, eu quase esqueci — Vanessa começou, levando a conversa em uma direção completamente diferente, porque a dor nos olhos de Zac a estava matando. — Eu estava querendo te perguntar uma coisa , você pode me emprestar uma camisa do Gênova para o jogo amanhã?

—Você quer pegar minha camisa? — Seus lábios se esticaram em um sorriso preguiçoso.

—Uma de suas camisas.

—Como você sabe que eu tenho mais de uma?

Vanessa bufou. — Que tipo de fã é você, se você tivesse apenas uma camisa? Zac riu e acenou com a cabeça.

—OK. Eu posso lhe emprestar uma. Mas você já percebeu meu tamanho. — Seus olhos percorriam o corpo dela sugestivamente.

Eu vou pensar em alguma coisa.

—Claro — Zac deu de ombros. — Nós podemos passar em minha casa depois do jantar e eu vou entrego a você. Falando em jogos de futebol, eu jogo em um clube pequeno, estritamente amador. Vamos jogar este domingo no almoço. Ash e os outros geralmente vem, damos algumas risadas e comemos alguma coisa depois. Você quer vir?

—Eu não perderia por nada. Você é bom?

—Se eu sou bom? Baby, você está olhando para a cola que mantém toda a equipe.

—Em que posição você joga?

—Meio campo.

—Oh.

—Oh?

—Isso é uma posição de grande responsabilidade. Você sabe que eles sempre dizem que os jogadores são meio broncos. Eu, pessoalmente, acho que você não pode ser estúpido, se você é um meio-campista. Você tem o controle absoluto do jogo e tem que ser capaz de ver todos os ângulos. Você está no comando. Você se atrapalha, e toda a equipe sofre. E, claro, alguns dos gols mais bonitos não são marcados por atacantes, mas por meio-campistas. — Vanessa parou porque Zac a estava observando atentamente com um meio sorriso no rosto. — O quê foi?

—Você realmente gosta de futebol, não é?

—Eu acho que nós estabelecemos isso no primeiro dia em que nos conhecemos.

—Não, eu quero dizer você realmente gosta. Muito. Qualquer um pode memorizar fatos sobre equipes. Mas você fala com paixão.

Vanessa assentiu com a cabeça, mas não queria entrar em detalhes.

—Então você vai me fazer responder a todas essas perguntas pessoais, mas não vai devolver o favor? — Ele disse, com humor, mas havia desapontamento em sua voz. Vanessa sabia que não era justo perguntar-lhe sobre a sua família, e não falar nada sobre a dela.

—Eric adorava futebol. — disse ela depois de uma pausa. — Meu irmão. Ele me levava aos jogos, me fez estudar a história do Liverpool como se fosse uma matéria da escola. Sua paixão era contagiante. Depois que ele se foi, eu senti que se eu parasse de assistir futebol, ele ficaria louco se pudesse me ver. Foi difícil no começo, porque me lembrava muito dele. Mas eu não parei, e com o tempo tornou-se a única coisa que o mantinha vivo em minha mente.

Zac entrelaçou seus dedos com os de Vanessa sobre a mesa, e comeram em silêncio por um tempo.

—Você sabe, eu sempre pensei que comer com alguém é tão íntimo como ter relações sexuais com eles. — disse Zac, quebrando o silêncio e circulando a palma da mão de Vanessa com o polegar. Ela sorriu e olhou para ele com surpresa. — O quê foi?

—Isso é exatamente o que eu penso, também.

—Sério?

—Yeah. Mas há mais. Eu acho que você pode dizer como alguém é na cama ao vê- los comer.

—Mesmo? — Zac sorriu e levantou uma sobrancelha. — E o que você aprendeu sobre mim esta noite?

Assim que Vanessa estava pensando em como formular sua resposta, Rico apareceu  do nada e deixou-se cair ao lado dela.

—Oi, pessoal — disse ele em italiano.

—Hey — disse Vanessa, surpresa com sua aparição repentina. — O que você está fazendo aqui?

—Eu estava passando e vi você. Eu pensei que poderia terminar o que começamos hoje na praia — Ele piscou para ela. Bem na frente de Zac, que estava olhando para Rico com uma mistura de raiva e irritação. Rico, no entanto, não parecia nem pouco preocupado que houvesse um cara na frente dele, porque toda a sua atenção estava voltada para Vanessa.
Ele pegou o telefone, que ainda estava sobre a mesa, e começou a digitar nele.

Então, ele tirou o próprio telefone e digitou alguma coisa lá também.

—Pronto. Sem mais desculpas, belíssima. Eu ligo para você. — E com isso, ele se foi.

Vanessa não sabia o que fazer com esse cara - ele parecia encantador e amável, embora um pouco atrevido. Mas ela definitivamente não gostava dele. Quando ele perguntou a ela sobre o seu número hoje na praia, ela disse que tinha esquecido o  celular em casa. E essa foi a maneira de pagar pelo karma da mentira. Karma é uma cadela. Vanessa não pode deixar de sorrir ao pensar, e balançou a cabeça.

—Você está saindo com ele? — A voz de Zac estava séria e perigosamente baixa.

—O quê? Não... Eu... Ele pediu meu número hoje na praia. Eu disse que tinha esquecido meu telefone. Eu acho que eu não seria possível mentir hoje à noite.

—Por que você não quer lhe dar o seu número? Eu pensei que você queria alguém não muito intenso "para uma aventura de verão". — Zac fez aspas no ar com os dedos, que de alguma forma irritou Vanessa ainda mais do que seu tom de voz desagradável. 

Ela estava pronta para uma resposta cortante, mas as palavras de Zac na praia ontem soou em sua cabeça, como se tivesse acabado de dizer-lhes:

—Eu nunca fui tão malditamente ciumento na minha vida inteira, Vanessa... Eu queria arrastar aquele babaca do clube e bate-lo até restar uma polegada de sua vida, porque ele estava com as mãos em cima de você. E quando ele beijou seu pescoço... Eu pensei que eu ia explodir, Vanessa.
Ele estava com ciúmes de Rico, o que era ridículo. Vanessa não se sentia atraída nem mesmo remotamente pelo cara, para não falar outra coisa. Seus olhos suavizaram e ela decidiu que a melhor maneira de lidar com a situação era acalmar Zac. Ela não lhe devia nenhuma explicação, mas de alguma forma, a necessidade em tê-lo relaxado e feliz em sua companhia ultrapassou qualquer coisa.

—Zac, não vamos estragar um noite perfeitamente boa por causa de Rico. O que está feito está feito. Apenas esqueça-o. Eu já esqueci.

Ele acenou com a cabeça, e a raiva evaporou de seus olhos, mas ele ainda não estava à vontade.

—Vamos pedir a conta e tomar sorvete em outro lugar. —Zac assentiu novamente e tirou a carteira.

—O que você está fazendo?

—Eu estou pegando o dinheiro para a conta.

—É meu convite, lembra-se?

—Vanessa...

—Nem tente, Zachary. — Ela fixou-o com um olhar gelado e Zac riu, balançando a cabeça e colocando sua carteira de volta no bolso.

—Eu não deveria ter dito o meu nome completo. Soa tão sexy quando sai de sua boca que eu não posso resistir. Eu faria qualquer coisa que você pedir.

—Eu vou manter isso em mente.

Zac riu abertamente, e depois que Vanessa tinha pago a conta, ele pegou a mão dela e levou-a para fora do restaurante.

Eles tomaram sorvete de uma pequena barraquinha, e caminharam pela rua movimentada, apreciando a sobremesa, bem como a noite quente.

—Você vai para a universidade no próximo ano? — perguntou Zac. Vanessa tinha esperança de que quaisquer planos para o futuro não entrasse na conversa, porque ela realmente não tinha nenhum. Mas como ela poderia dizer que não tem planos para estudar ou trabalhar, e não parecer uma idiota preguiçosa?

—Eu não sei, ainda não decidi. — Ela esperava que fosse suficiente, e que ele não iria pressioná-la.

—Não? Você pelo menos pensou no que você gostaria de estudar? Ou trabalhar no futuro?

Sim, eu gostaria de sobreviver tempo suficiente para ser capaz de fazer essa escolha.

—Não.

Ele olhou para ela, surpreso com sua resposta única palavra.

—O que você gosta? Qualquer hobbies?

Ele não ia desistir, por isso ela decidiu dar-lhe alguma coisa. Pelo menos assim ele não iria pensar que ela era simplesmente uma pessoa difícil.

—Eu gosto de livros. E escrever. E moda. Fazer coisas, como jóias e acessórios. Design de interiores. — Antes que ele tivesse a chance de fazer mais cinco perguntas sobre o tema, ela disse: — E você? Quaisquer planos para universidade?

—Yeah. Eu gostaria de ir para a universidade no próximo ano. É por isso que eu venho trabalhando em dois empregos nos últimos dois anos. Eu não quero recorrer a nenhum empréstimo estudantil, então eu decidi ficar em casa com minha mãe e Gia, trabalhar e economizar o máximo que eu puder e, em seguida, não precisa me preocupar com dinheiro, enquanto estiver na universidade. Faz sentido, porque nós temos esta grande casa que está vazia o tempo todo, com mamãe viajando, e as longas horas de Gia no restaurante.

Se havia alguma chance da rua se abrir e engolir Vanessa, ela ia aceitar. Lá estava ela, uma ambiciosa e idiota preguiçosa completa, andando junto com um cara que trabalhava em dois empregos para economizar dinheiro para a universidade.

—Você sabe o que você quer estudar? — Ela perguntou, recusando-se a afogar-se na auto-piedade e vergonha.

—Arquitetura. Eu amo edifícios, por mais estranho que possa parecer. Eu gostaria de restaurar prédios antigos um dia. Trazê-los de volta à sua antiga glória. Manter o exterior o mais original possível, mas torná-los elegante, confortável e moderno no interior.

—Isso é incrível. — Disse Vanessa. — Tenho certeza de que você seria muito bom nisso.

Ele sorriu e lambeu o sorvete. — Vamos ver.

*
Zac estacionou o carro em sua garagem e desligou o motor. Estava escuro dentro  da casa, Gia provavelmente ainda estava fora, e sua mãe não voltaria até o final de domingo à noite. Ele olhou para Vanessa, que de repente parecia um pouco desconfortável. Não era completamente infundado - eles estavam em frente de sua casa vazia, sozinhos, e se ela pudesse espiar em sua cabeça e ver todas as coisas que ele imaginou que ele poderia estar fazendo com ela quando entrasse com ela pela porta... Vamos apenas dizer que, ela estaria muito mais desconfortável do que está agora.

—Você está bem? — Ele perguntou.

—Yeah. Eu vou... Eu posso esperar aqui, se quiser.

—Saia do carro, Vanessa. Você não vai ficar me esperando aqui fora. Não será nem um minuto. Eu só preciso encontrar a camisa e eu vou te levar para casa.

Isso pareceu relaxá-la um pouco e ela abriu a porta e saiu.

Uma vez que eles estavam dentro, Zac acendeu as luzes e Vanessa olhou com curiosidade ao redor.

—Você tem uma bela casa.

—Obrigado. Venha, vamos para o meu quarto.

Eu posso esperar aqui...

—Pelo amor de Deus. — Zac revirou os olhos e, tomando a mão de Vanessa, arrastou-a até as escadas. Ele a fez rir. — Que tipo de monstro que você acha que eu sou?

Sem esperar por uma resposta, ele abriu a porta do quarto, acendeu a luz e arrastou Vanessa dentro, antes que ele soltasse sua mão. Graças a Deus que ele tinha feito sua cama esta manhã. Estava relativamente limpo e arrumado. Seu quarto era muito grande, com uma cama king-size em uma extremidade, e uma área de estar com sofás e TV de tela plana na outra. Ele também tinha um closet, que era muito útil  para armazenar material fora do caminho.

—Por favor, sente-se, fique à vontade. Eu vou apenas procurar a camisa. — Ele apontou para a porta do closet. Vanessa assentiu com a cabeça e foi para o sofá.

Zac entrou em seu armário e deixou a porta aberta. Ele sabia exatamente onde suas camisas de futebol estavam, mas ele queria levar o máximo de tempo possível, e prolongar a presença de Vanessa em seu quarto por tanto tempo quanto possível. Felizmente para ele, ela não se sentou e olhava nervosamente para ele. Ela começou a andar em volta, olhando fotos e explorando. Zac valorizava sua privacidade e não conseguia se lembrar de quando foi a última vez que ele trouxe uma menina aqui. Mas de alguma forma, Vanessa olhar em volta não soava como uma intrusão. Parecia ser diferente quando era ela, e ele gostou.

Fingindo que estava procurando a camisa, ele a seguiu ao redor com os olhos. Ela pareceu relaxar um pouco, seu corpo não estava mais tão rígido. Bom: isso era exatamente o que ele queria. Ele não sonharia em fazer nenhum movimento quando ela estivesse esperando por isso. Mas tinha toda a intenção de beijá-la esta noite. A ideia de passar mais um dia sem provar seus lábios era insuportável. Ele precisava dela. Ele não conseguia explicar o que era exatamente que ele precisava dela. Tudo o que sabia era a pura necessidade em estar perto dela, que era tão forte que ele tinha uma mente própria e puxava-o para ela. Tentar se conter exigia muito esforço.

Vanessa não fez nenhuma pergunta. Ela olhou em silêncio ao redor, mas não disse nada. Zac se perguntou o que ela estava pensando. Eventualmente, ela se sentou no sofá, virando-se para encará-lo. Sua procura se tornou mais concentrada, agora que ela estava olhando para ele.

— Eu sei que você está enrolando — ela disse, e o fez sorrir. É claro que ela sabia.

—Por que você me quer aqui? — Ela perguntou, sua voz perdendo o tom brincalhão.

Ele pegou a camisa com um movimento rápido e saiu do guarda-roupa. Ele se sentou em frente a ela no sofá, imitando sua pose - o braço apoiado sobre a almofada, com uma perna dobrada na frente dele, a outra encostada no chão.

—Eu não sei — ele disse e lhe entregou a camisa. Ela pegou.

—Obrigada.

Eles permaneceram em silêncio por um tempo. Vanessa estava olhando para ele com expectativa. Zac sentiu que tinha de dizer alguma coisa, mas não sabia o quê. Tudo o que sabia era que ele não queria que ela fosse embora. Mas como ele poderia impedi-la?

—Eu acho que é melhor eu ir — disse ela e se levantou. Então, ela hesitou por um segundo e bastou para Zac para perceber exatamente o que ele necessitava dela. Algo dentro dele estalou e a vontade de segurá-la em seus braços inundou suas veias e definiu todo o seu corpo em chamas. Lentamente, ele levantou-se e pairou sobre ela.

—Você quer ficar? — Ele sussurrou. Não era um comentário de flerte ou sugestivo. Ele não queria provocá-la. Ele queria a resposta honesta a essa pergunta. De alguma forma, ela sabia disso, porque ela não sorriu ou revirou os olhos.

—Sim. — Sua resposta era positiva, mas a linguagem corporal dela definitivamente não era. — Mas eu não vou.

—Por que não? — Ele acariciou seus cabelos para trás sobre os ombros e acariciou sua bochecha com os dedos. Instantaneamente seus braços estavam cobertos de arrepios. Ela não respondeu de imediato, os olhos pensativos, como se estivesse  tentando descobrir o que dizer e o que deixar de fora. — Por que não, Vanessa?

Mais uma vez, silêncio. Bem, se ela não pudesse encontrar uma razão para sair, então talvez Zac poderia jogar isso para sua vantagem.

Ele segurou seu rosto com uma das mãos, enquanto a outra acariciava seu braço e deslizava até a cintura. Ainda nada. Não há palavras, razões pelas quais eles não devem ficar juntos. Mergulhando a cabeça, e mantendo seus olhos focados nos dela, Zac cortou a distância entre seus lábios até que eles quase se tocaram. Ele estava tão perto que podia sentir seu hálito quente. Seu controle estava se esgotando e, a menos que ela falasse nos próximos dois segundos, ele iria...

—Eu não quero me apaixonar por você — ela deixou escapar.

Ele se afastou como se ela o tivesse esbofeteado. Ela fechou os olhos em arrependimento.

—Sinto muito, Zac. Eu não queria...

—Eu não estou pedindo para você se apaixonar por mim, Vanessa. — Ele não podia evitar soar um pouco na defensiva, até mesmo amargo. Ele nem sequer sabia por que essa afirmação o incomodou tanto.

—Não é uma questão de pedir. Você é... Incrível. Cada minuto que eu passo com você, eu percebo o quão demais você é. Eu não seria capaz de evitar.

—Então, não evite. Eu quero que você esteja tão obcecada por mim como eu estou por você. — Ele se aproximou dela novamente, o fogo dentro dele reacendendo com suas palavras. Ele a abraçou e beijou o topo de sua cabeça. Ela rodeou sua cintura com os braços e Zac suspirou satisfeito. — Não vá. Fique aqui esta noite — ele sussurrou em seu cabelo. Ela balançou a cabeça levemente, enquanto ele se afastava dele. Involuntariamente, ele a soltou. Ela deu um passo para trás e depois hesitou.  Novamente.
Péssimo movimento.


Estendendo seus braços, Zac agarrou-a e puxou-a contra ele, seus lábios colidindo. Ele sugou o lábio quando ela fez o mesmo com ele. Quando ele enfiou a língua não muito suavemente dentro de sua boca, ela recebeu-o ansiosamente, encontrando a sua e, em seguida, chupando-o. Zac gemeu com agradável surpresa, enquanto Vanessa continuou a chupar suavemente sua língua dentro da boca dela. Agora tudo o que podia pensar era em sua boca em cada parte do seu corpo.

Eles se beijaram pela vida um do outro, se entregando ao momento, entregando todo o controle. Zac enterrou os dedos no cabelo longo de Vanessa, puxando sua cabeça para trás e expondo seu pescoço. Ele arrastou a língua pelo pescoço e beijou-a clavícula. Sua outra mão se moveu para baixo de seu corpo e acariciou a lateral do seu peito. Vanessa respirou fundo e soltou o mais erótico som que Zac já tinha ouvido.


Se houvesse qualquer controle, ele escapou naquele momento. Ele a pegou e caiu de costas no sofá com Vanessa em cima dele. Ela caiu para a frente sobre seu peito, e pressionou seu corpo contra o dele, colocando as mãos ao lado de seu rosto quando o beijou. Zac espalmou suas coxas e deslizou suas mãos debaixo de seu vestido. Um tremor rolou por ele, quando Vanessa deixou sua boca e traçou a língua na sua mandíbula.

E então o telefone tocou.
O barulho foi tão alto que sacudiu os dois para fora de seu momento. Vanessa tirou do bolso e franziu o cenho para o display.

—Eu juro que se for Rico eu vou matá-lo — Zac resmungou, e Vanessa abanou a cabeça.

—Oi, Ash. O que foi? — Disse ela, sem fôlego. — Não, está tudo bem. Acho que perdemos a noção do tempo. — Ela olhou para ele e sorriu.

Deus, ela era tão sexy! Zac deslizou as mãos por suas coxas novamente, movendo- se barra de seu vestido ainda mais, até que ele alcançou seus quadris e sua calcinha. Vanessa fechou os olhos e mordeu o lábio. Esse telefonema nunca vai acabar?

—Eu estarei em casa em breve. Sim, eu também. Tchau.

Ela desligou, e de repente o silêncio na sala era enorme. Zac sentiu que não seria uma boa jogada beijá-la novamente, porque seu humor mudou. Como se a ligação de Ashley fosse um lembrete do por que ela não queria que eles ficassem juntos.

—Eu tenho que ir — disse ela e se afastou dele.

—Vanessa...

—Eu não posso falar sobre isso agora, Zac. Por favor... Eu preciso de algum tempo, ok?— Ele balançou a cabeça e se levantou. Deslizando-se uma das alças que  tinha deslizado para baixo do ombro, Zac sorriu e tentou arrumar o cabelo. Então, para tranquilizá-la, deu-lhe um abraço. Ela devolveu, e naquele exato momento, isso o atingiu.

Eu não quero me apaixonar por você.


Ele sabia por que essas palavras lhe bateram tão duro e tão inesperadamente. Porque ele já estava.

~*~*~*~
Como prometido,aqui está mais um capítulo para vocês!!!
Espero que aproveitem bastante!
E antes que eu me esqueça, 
já aviso que, provavelmente, voltarei aqui só no ano que vem!!!
Se tudo ocorrer tranquilamente, talvez eu volte antes, 
mas tudo depende de como vai ser o andamento das coisas por aqui!
Até mais,amoras!Beijinhos 
Amo vocês ♥

5 comentários:

  1. Ah mds gif de Gimila acaba com as minhas estruturas assim como esse cap <3 mds amei nossa esse rico e chato hein, to vendo q ele vai ser problema. Pensei q ia ter primeira vez hj aff ansiosa por mais bjs <3

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  2. Ah mds gif de Gimila acaba com as minhas estruturas assim como esse cap <3 mds amei nossa esse rico e chato hein, to vendo q ele vai ser problema. Pensei q ia ter primeira vez hj aff ansiosa por mais bjs <3

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  3. OMG!! A Ashley tinha que atrapalhar esse momento né!? Tava perfeito demais até a parte da ligação...
    Ameiii o capitulo!
    Espero muitoooo que consiga voltar antes que o ano termine caso contrário minha ansiedade me matará hahaha
    De qualquer forma se nao voltar mais este ano boa formatura pra vc!! Aproveite bastante!!
    Beijooos

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  4. Aaaaaahhhh...como assim?? A Ashley tinha que ligar naquele momento? Só pode que ela tem algum tipo de poder. Rs
    Estou brincando, o capitulo ficouu perfeito e devo confessar que estou ansiosa para ver zanessa juntos. Bom vou esperar ansiosa por sua volta este ano ainda, mas se caso nao ocorrer te desejo tudo de bom na sua vida. Bjosss

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  5. Ah mds gif de Gimila acaba com as minhas estruturas assim como esse cap <3 mds amei nossa esse rico e chato hein, to vendo q ele vai ser problema. Pensei q ia ter primeira vez hj aff ansiosa por mais bjs <3

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