sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Capítulo vinte e Dois

Ashley queria sair no sábado à noite, mas Vanessa alegou estar exausta de sua caminhada em torno da cidade durante todo o dia e dispensou a saída. Sua prima perguntou se importaria se ela saísse sem ela, e, claro, Vanessa disse que não tinha nenhum problema.

Gia veio para buscá-la cerca de uma hora mais tarde.  Ela olhou para Vanessa, avaliando-a, verificando se ela tinha se recuperado do incidente colapso-no-meio-da-rua. Rebocando um sorriso no rosto, Vanessa deu a impressão de que estava absolutamente bem, apenas um pouco cansada. Enquanto esperavam Ashley ficar pronta, Vanessa contou tudo a ela sobre a exposição que tinham visto naquele dia, e sua atitude feliz pareceu convencer Gia que ela estava de fato bem.

Depois que elas saíram, a fachada cuidadosamente sustentada por Vanessa desmoronou. Lágrimas brotaram de seus olhos e ela não sabia exatamente o porquê.  Algo dentro dela quebrou. Era como se ela tivesse segurando por tanto tempo, que não podia mais segurar as suas paredes artificiais.
Ela correu para o quarto e fechou a porta atrás dela, deslizando no chão e chorando até que não tinha mais lágrimas.


Quando ela se acalmou, ela tomou um banho e foi para a cama. Seus olhos estavam secos, mas o peito ainda estava pesado. Normalmente, ela se sentia melhor depois que deixava sair todo o fluxo de lágrimas, mas não desta vez. Cavando profundamente em seu interior para descobrir o motivo de seu coração pesado, pela primeira vez, ela foi capaz de admitir a si mesma algo que ela sabia o tempo todo, mas não queria assumir.

Ela estava apaixonada por Zac.

Mas ela o tinha perdido, com seu desejo obstinado de proteger seus corações. Como ela poderia amar alguém, quando ela não sabia se viveria o suficiente para ter uma vida real com ele? E se quando voltasse para Londres, os médicos falassem que seu câncer estava de volta? Ou que tinha se espalhado para outros órgãos, ou seu sangue? O que ela diria a Zac?
Talvez fosse melhor acabar agora, quando ainda era possível. No entanto, isso também era extremamente difícil.

Em seu desespero, Vanessa fez algo que nunca tinha feito antes, nem mesmo quando descobriu sobre o câncer. Naquela época, ela tinha sua mãe e os médicos, e sentiu que alguém estava olhando por ela, protegendo-a, orando por ela. Agora ela não tinha ninguém que pudesse lhe dizer o que fazer.

Ela fechou os olhos e imaginou Eric e seu pai olhando por ela quando falou,

—Pai, Eric... Eu não sei se vocês podem me ouvir. — ela começou, sua voz um sussurro. — Mas eu preciso de vocês. Preciso de sua orientação. Eu me sinto tão perdida, tão sozinha. — Ela fechou os olhos, enquanto as lágrimas escorriam pelo seu rosto. — Eu sinto a falta de vocês tanto, tanto. Eu sinto muito que nunca falei com vocês antes, mas... É difícil. Vocês se foram e eu... Minha mãe e eu fomos deixadas para trás e nos perdemos em algum lugar ao longo do caminho. Nós existíamos, mas não vivíamos. Pela primeira vez na minha vida desde então, eu sinto que quero viver. Eu quero ter um futuro, uma família. E, pela primeira vez na minha vida eu tenho uma razão para viver. Eu tenho alguém que me faz feliz e que me faz imaginar uma vida longa pela frente. Mas eu acho que eu deveria dizer “tinha”, não “tem”, porque eu o afastei muitas vezes, e ele não me quer mais. — Vanessa fechou os olhos, porque um bolo gigante havia se formado em sua garganta, e ela não podia falar mais.

—Por favor — continuou ela, a palavra quase inaudível. — Me ajudem. Me mostrem o que devo fazer. Eu o quero, mas estou com medo e eu sinto que não é justo que ele fique comigo, por causa da minha doença. Mas se não estou com ele, eu me sinto completamente vazia. Eu realmente não me importo se estou saudável ou não, porque sem ele, eu vou voltar a apenas existir e fingir viver.

Soluços começaram a escapar de sua boca, em vez de palavras, e Vanessa parou de falar. Ela pensou que tinha chorado todas as lágrimas, mas, aparentemente, algumas ainda ficaram.

Na manhã seguinte, a casa estava muito quieta. Vanessa adivinhou que Ashley ainda estava dormindo, mas ela não tinha ouvido ela chegar na noite anterior. Considerando que Vanessa tinha desmaiado depois de chorar pelo que pareceram horas, isso não era uma indicação real para saber se ela estava em casa ou não. Niki estava longe de ser vista também. Suspirando, Vanessa fez café e, pegando seu Kindle, foi para a piscina. Ela sentou- se em uma das espreguiçadeiras, tomando o seu café, e pensando o que fazer hoje. Ontem à noite, ela esperava ter algum sonho cheio de revelações, mas ela não tinha sonhado com nada.

Ela ainda não sabia o que fazer com Zac. E se ele apenas seguiu em frente? Fazia muito tempo, se ele quisesse vê-la, ele certamente teria vindo até agora. Ou, pelo menos mandado uma mensagem. Mas ele não tinha, então ela não tinha escolha a não ser sentar e esperar. Mais cedo ou mais tarde, ele tinha que ressurgir - ele não podia evitar Ashley para pelas próximas seis semanas, certo? Quando ela o encontrasse, ela saberia o que fazer.

*
—Cara, isso foi épico. Eu sinto como se o velho Zac estivesse de volta, só que sem os problemas de raiva. — Beppe sorriu enquanto bebia o seu café. Cada palavra que ele falava batia no cérebro de Zac como uma broca Kango.

—Pare de ser tão alegre, por favor. Eu estou morrendo aqui. Por que eu deixei você me arrastar para fora da cama está além de mim.
Eles estavam sentados em uma mesa do lado de fora do café favorito de Beppe. Zac estava curvado para baixo sobre a mesa, seu cabelo uma bagunça, e ele usava óculos escuros para esconder os olhos injetados de sangue, ele se sentia como merda. Quando Beppe invadiu a sua casa esta manhã, Zac não podia acreditar o quão bem seu amigo parecia, e como ele parecia pouco afetado por uma noite inteira de festas, álcool e sexo.

—Eu nunca vou sair com você de novo. — Zac disse, enquanto tomava um gole de café.

—Você está brincando comigo? Foi a maior diversão que você teve nos últimos anos. Devo lembrá-lo das duas damas maravilhosas que você levou para casa com  você?

Beppe balançou as sobrancelhas sugestivamente.

—Não. Eu me lembro bem. E não foi o mais divertido que eu tive nos últimos anos.

Os pensamentos de Zac foram para Vanessa, de novo, enquanto ele se lembrava de seus momentos juntos. Qualquer um desses momentos era mais divertido do que qualquer coisa que tinha acontecido na noite passada.

—Você ainda está pensando nela? — Perguntou Beppe, sua voz ficando séria. Zac assentiu. — A noite passada não ajudou? — Zac sacudiu a cabeça.

Beppe suspirou e bebeu o seu café em silêncio por alguns minutos.

—Ok. Eu estou cansado dessa merda. Estou farto de você ficar de bobeira como um covarde, a evitando e punindo, porque ela beijou outro cara. Você realmente a quer? Vá atrás dela! Eu te disse antes, na primeira semana que ela chegou - se você não reclamá-la, alguém o fará. Você fica na ponta dos pés em torno dela durante semanas, e então alguém vem e a agarra. Cresça um par de bolas ai e faça dela sua. Senão a esqueça

—Eu estou tentando esquecê-la... — Zac começou, mas Beppe o interrompeu.

—Bobagem. Você pensa nela o tempo todo, como é que esqueceu? Se você realmente a quer tanto, que duas meninas quentes não podem tirá-la de sua cabeça, você tem um problema, cara. Você está apaixonado por ela.
Diga-me algo que eu não sei.

—O que você vai fazer? Sentir pena de si mesmo e desperdiçar cada chance que você tem até que ela partir, ou vai falar com ela e dizer o que realmente sente?

—E se ela não se sentir da mesma maneira?

—Essa é a única chance que você tem. Se você acha que ela vale a pena, corra atrás dessa chance.

Após o discurso de Beppe, Zac passou o dia todo pensando nisso. Ele foi para casa logo depois que tinha terminado seu café e surfou pelos canais de TV sem rumo, pensando em Vanessa e o que ele precisava fazer.

No final, ele decidiu que Beppe estava certo - ele estava sendo um covarde. Ele estava com medo de dar os passos decisivos com Vanessa, porque ele estava com medo que ela o dispensasse. Ele não queria perdê-la, mesmo que isso significasse ser seu amigo e nada mais.

Agora chega.

Ele ia falar com ela hoje à noite, pegá-la desprevenida e deixa-la escolher - ser sua ou nunca vê-lo novamente.

Ele estava indo com tudo.

*

Zac esperou até ter certeza de que Ashley estaria em casa de volta do trabalho para ligar para ela. Ela parecia feliz em ouvi-lo, e ele sugeriu que passasse lá por um minuto, porque ele queria vê-la e não tinha muito tempo na próxima semana. Ela disse que sentia falta dele e o convidou.

Deliberadamente Zac levou bastante tempo, e passava das dez quando ele chegou à casa de Ashley. Niki estava provavelmente dormindo, e Ashley estaria cansada também. Assim como ele tinha planejado.

*
Vanessa ouviu a porta do quarto de Lisa abrir e fechar suavemente e em poucos segundos, houve uma batida suave em sua própria porta. Supondo que era sua prima, ela disse automaticamente “Entre”, sem se levantar da cama.

Não era Ashley. Era Zac. Ele entrou, fechou a porta atrás de si e, mantendo as mãos na maçaneta da porta atrás de suas costas, ficou lá. A única luz no quarto era a da lâmpada de cabeceira, mas foi o suficiente para Vanessa ver claramente seu rosto. Ele não parecia bem. Seus olhos estavam vermelhos e ele tinha círculos escuros sob eles.

Ela se levantou e passou as pernas sobre a cama, mas não se mexeu para ir até ele. Era mais seguro assim.

—Zac, você está horrível. Está tudo ok? — Vanessa perguntou, preocupada.

—Não. — Ele olhou para ela, e seus olhos geralmente espumantes, pareciam poços pretos sem fundo na penumbra.

—O que aconteceu? — Vanessa não se moveu para ir ate ele. Ela queria desesperadamente, porque ele parecia estar com tanta dor, mas sua intuição estava gritando para que ela ficasse onde estava.


—Você aconteceu, Vanessa. Você. — ele disse, e deslizou para baixo da porta. Sentou-se no chão e colocou a cabeça entre as mãos. Vanessa se sentiu horrível. Ela era a razão pela qual ele estava sofrendo tanto. Em seu desejo de protegê-lo, ela lhe tinha causado a dor.

Foda-se sua intuição. Ela queria estar perto dele, aliviar sua dor se pudesse. Caminhando lentamente por todo o quarto, sentou-se na frente dele, colocando as pernas debaixo dela.

Ela não disse nada, porque ela não conseguia pensar em nada para dizer ou perguntar. Zac precisava falar, caso contrário ele não teria batido em sua porta. Então, ela o deixou levar o seu tempo.

—Eu tentei. Eu realmente tentei ser seu amigo. — ele começou, em poucos minutos, levantando os olhos para encontrar os dela. De perto, eles ainda estavam mais negros. — Eu não posso mais fazer isso. Eu não posso estar perto de você e não poder te tocar, te beijar... — Sua voz era rouca e ele parou de falar para passar suas mãos através de seu cabelo. Vanessa não disse nada. Ela não podia nem se ela quisesse, porque a garganta estava completamente fechada. — Eu tentei manter distância - é por isso que eu não te procurei na semana passada. Eu não queria estar em qualquer lugar perto de você, e ainda assim eu não conseguia parar de pensar em você. Eu queria que tudo parasse. Eu saí na outra noite e bebi bastante. Não funcionou. Eu ainda pensei em você. Eu não conseguia me lembrar da porra do meu próprio endereço, mas eu pensei em você. — Ele fez uma pausa e a maneira como ele olhou para ela mudou de desespero, para misturar com raiva ardente e uma preocupação genuína. Vanessa se perguntou por  que, quando ela percebeu uma lágrima rolando por sua bochecha esquerda. Ela limpou-a rapidamente, determinada a não chorar mais.

—Na noite passada eu bati no fundo do poço. — continuou ele depois de alguns momentos, mostrando determinação em seus olhos novamente. — Eu fui a um clube, tomei algumas bebidas, dancei com uma dúzia de meninas e convidei duas delas para a minha casa. — Seus olhos nunca deixaram os dela quando ele disse isso. Se ele estava esperando uma reação de ciúmes dela, ele conseguiu. Vanessa sentiu o chão tremer sob o seu corpo e, em seguida, o mais puro ciúme a envolveu. Levou toda sua força interior para não saltar nele e bater até que toda a raiva sair fora de seu corpo. Em vez disso, ela permaneceu em silêncio. Tinha que haver mais disso, do que ele apenas desejar machucá-la.

—Eu pensei que duas meninas quentes iriam apagar você da minha mente, mesmo durante a noite. Eu sempre quis um trio com uma morena e uma loira, e assim eu escolhi essas duas. Eu fantasiava em olhar para o meu pau e ver duas cabeças de cores diferentes sugando nele.

Nesse ponto, Vanessa não aguentava mais. Por que ele estava fazendo isso com ela?O Zac que conhecia não era cruel, então, quem era essa pessoa em sua frente?

Ela levantou abruptamente e se afastou dele.

—Saia. — ela disse, tão calmamente quanto podia. Ela não ia quebrar na frente dele e dar-lhe a satisfação de ver como suas palavras a tinham afetado.

—Eu não acabei. — ele disse, sua voz vindo a direita atrás dela.

—Eu não vou sentar aqui e ouvir as suas aventuras sexuais. Você pode ter o que diabos quiser, mas eu não estou nem aí.

—Sério? Então por que você quer que eu saia?

Vanessa virou-se para encará-lo.

—Você pode fazer o que quiser, mas eu não tenho que ouvir isso.

—Mas você tem que ouvir. Trata-se de você.

—Não, isso não é verdade.

—Sim, é verdade. — Ela abriu a boca para argumentar, mas ele a interrompeu. — Nem se preocupe em discutir. Eu vou dizer o que eu vim dizer, quer você queira ouvir ou não.

Vanessa fechou a boca, em parte porque ela estava com medo que pudesse gritar com ele e chamar a atenção de Ashley, e em parte porque ela sabia que ele era teimoso o suficiente para continuar a falar sem o seu consentimento. Reunindo seu mais olhar desaprovador, ela fitou-o, e ele continuou.

—Eu tinha o sonho de todo homem no meu quarto - duas meninas quentes, com tesão, dispostas a fazer qualquer coisa que eu pedisse. Durante toda a noite. Mas em vez de ficar duro com o pensamento delas nuas na minha frente, tudo que eu podia pensar era como nenhuma dessas cabeças tinha a cor de caramelo incrível de seu cabelo. Nem cheiro, gosto ou sensação. Elas eram meras substitutas para o que eu realmente queria. Então, pedi-lhes para sair antes que sequer começasse, percebendo que nada pode tirar você da minha cabeça.

Vanessa não esperava isso. Mais uma vez, ela não sabia o que dizer. O que ele esperava? Um tapinha no ombro?

—Bom para você. Agora, saia. — dispensando-o, ela se virou e se dirigiu para a cama. Ela não a alcançou, porque Zac a agarrou a cintura dela e puxou-a para ele. Sua respiração era quente em seu ouvido, seu peito pressionado em suas costas. E não era a única coisa dura pressionada nas suas costas.

—Você me arruinou, Vanessa. Sua teimosia atingiu um novo limite. Você diz que não quer ficar comigo porque você não quer machucar ninguém e, ainda assim, por não estar comigo, você machuca a si mesma, Ashley e eu.

Ele estava certo. Todo mundo estava bem e feliz antes que ela chegasse e estragasse tudo. Ela machucou Zac recusando-se a ficar com ele, ela tinha machucado Ashley porque Zac não podia ficar perto dela mais e se isolado fora, ela tinha se machucado, porque ela o queria muito.

A mão que estava apertando sua cintura aliviou e acariciando sua pele, virou-a para encará-lo. Seu rosto tinha mudado completamente. Ele não era o idiota que queria que ela sofresse com ele um minuto atrás. Era o Zac que ela conhecia - gentil, carinhoso, honesto. Ele varreu seu cabelo de seu rosto atrás de seus ombros e gentilmente tocou o pescoço no processo. Stella não poderia evitar - ela fechou os olhos e estremeceu.

—Eu vou aceitar qualquer coisa que você me der, minha linda. Qualquer coisa. Se você me der seis semanas com você até partir, eu vou aceitar. Eu não quero ouvir que o que temos é muito intenso para uma aventura de verão. Eu não me importo. — Ouvindo ele falar, fez Vanessa esquecer todas as razões pelas quais ela se negava a ficar com ele.
Seis semanas. Isso era tudo o que tinham, mas agora parecia muito melhor do que nada.

—Já perdemos muito tempo. Por favor, tesoro, eu vou implorar, se é isso que você quer.

Vanessa balançou a cabeça, ela não queria  que  ele implorasse. Ela baixou os olhos para seus lábios e lambeu os seus. Tudo o que ela queria era sentir o gosto dele, e para o inferno com toda a lógica.

Zac não precisava de outro convite. Ele bateu contra a boca dela, sugando seu lábio inferior antes que enfiasse a língua na sua boca, e ela choramingou. Com um gemido, ele separou suas bocas para falar.


— Vou tomar isso como um “sim”. — Vanessa assentiu com a cabeça - ela estava tão tensa no momento, que ela não confiava em si mesma para falar. 

— Você tem certeza? —Outro aceno de cabeça. — Porque se você não está cem por cento com certeza que quer estar comigo, diga isso agora. Em cerca de dois segundos vai ser tarde demais. Assim que eu tiver você, eu não vou deixá-la ir.

—Seis semanas. E então eu vou embora. — Zac concordou com a cabeça. 

— Prometa-me que isso não afetará o seu relacionamento com Ashley.

—Eu prometo. Nós dois sabemos quando isso vai acabar. Sem drama.

—Ok.

Mesmo antes do K sair de sua boca, Zac já estava em cima dela, beijando-a, cavando com as mãos em seu cabelo e empurrando-a de volta na cama. 

Vanessa não conseguia segurar por mais tempo. Ela o queria tanto quanto ele a queria, e ela estava cansada de lutar como ela realmente se sentia.
Zac colocou-a delicadamente na cama, com os lábios devorando a dela com uma paixão que ela não sentia com ele antes. Todas as outras vezes que ele a beijou, ele estava se controlando, ela percebeu. Vanessa respondeu da mesma forma, explorando sua boca com a língua, chupando, mordendo o lábio inferior, em seguida, liberando e beijando-o novamente. Zac gemeu profundamente em sua garganta quando ele enganchou seu braço ao redor da cintura dela e a ergueu com facilidade. Ele posicionou-a no meio da cama e parou na beira para olhar para ela.


Seus olhos eram puro fogo.
E Vanessa era a razão para isso.

Esse único pensamento explodiu em seu coração como fogos de artifício no Ano Novo e queimou qualquer incerteza. Não havia mais peso sobre seu peito, sem mais tristeza. Tudo o que podia sentir eram os olhos de Zac sobre ela.

Ele se levantou e deu um passo para trás. Pânico deve ter aparecido no rosto de Vanessa, porque ele sorriu e disse:

— Não se preocupe. Eu não vou a lugar nenhum.

Agarrando as costas da camiseta ele puxou-a sobre a cabeça e jogou-a no chão. Os músculos de seu peito contraindo com os seus movimentos e Vanessa mal conseguia resistir e tocar cada parte dele. Ainda com seu sorriso provocante, Zac lentamente abriu sua calça jeans e arrastando-a para baixo de seus quadris, saiu dela. Ele estava em pé na frente dela, apenas de cueca preta, que deixava pouco para a imaginação. Os olhos de Vanessa não sabiam o que consumir em primeiro lugar - o seu bronzeado, corpo perfeito, seus lábios molhados, convidando, seus olhos ardentes, suas tatuagens.

Pensando em suas tatuagens, Vanessa lembrou que ela ainda não sabia o que dizia a que estava em seu quadril, então ela fez algo que havia imaginado fazer desde que ela o viu pela primeira vez na praia.

Empurrando-se para fora da cama, Vanessa se arrastou com suas mãos e de joelhos em direção a ele, mantendo seus olhos divertidos com a dela. Quando ela chegou a ele, lenta e deliberadamente, ela puxou o cós de sua cueca para baixo, até que todo o texto surgiu. Então ela parou. Os músculos do abdômen de Zac contraíram, e ela viu os calafrios, onde ela estava tocando.

A tatuagem diz: — A vida é uma jornada, não um destino. — A citação de “Amazing” do Aerosmith. Uma citação que ela amava e lhe disse, mesmo antes de saber de sua tatuagem. Sorrindo, Vanessa abaixou a cabeça em direção a ela e beijou-a, arrastando a ponta da língua sobre as letras.

Zac gemeu e puxou-a para cima, cobrindo seu rosto com as mãos. Ele a beijou ferozmente, enquanto Vanessa arrastava delicadamente as unhas ao longo de seu abdômen totalmente lambível.

*
— Sua vez. — Zac sussurrou no ouvido de Stella, quando ele beliscou seu lóbulo da orelha. Levar isso lentamente o estava deixando louco. Ela o estava deixando louco. Ele havia planejado provocá-la muito antes de realmente fazer amor, mas ele não estava tão certo disso agora. Quando ela lambeu sua tatuagem, isso levou toda a sua força interior para não jogá-la de volta na cama e empurrar dentro dela. Essa era a coisa mais erótica que já tinha acontecido com ele, e ele já esteve com mais mulheres que conseguia se lembrar.

Agarrando a barra de sua regata, ele puxou-a sobre sua cabeça. Ela não estava usando sutiã e ficou em pé diante dele, apenas no seu short, com o cabelo derramado sobre os ombros e costas, e os olhos bebendo todo o seu corpo, que tremia de desejo por ele. Zac tinha imaginado esse momento um monte de vezes, mas a coisa real era muito melhor do que qualquer coisa que sua mente jamais poderia ter criado.

Ele arrastou seus dedos sobre os braços, as costas, o peito, a barriga. Arrepios apareceram em todos os lugares e os mamilos estavam duros por ele. Ele pegou um entre os dedos, apertando-o suavemente, observando a reação dela. Ela engasgou e sua respiração saiu ofegante. Puxando-a para mais perto dele, Zac beijou seus lindos lábios, em seguida, se moveu, deslizando a língua ao longo de seu pescoço, chupando sua pele até que ela gemeu alto e cravou as unhas em suas costas. Elas deslizaram para sua cintura e passaram por sua calcinha, deslizando as mãos sobre a sua bunda ao longo do caminho.

—Você leu minha mente — disse ele, baixando a cabeça e pegando um de seus mamilos em sua boca, enquanto suas mãos estavam ocupadas removendo seu short da mesma maneira que ela tinha retirado o dele.

Zac puxou Vanessa até que ela estava de pé, com os pés sobre a cama, seus short em seus tornozelos, e ele tinha que olhar para cima para encontrar seus olhos. Aqueles grandes olhos cinzentos que brilhavam com tão intensa luxúria, que Zac teve que morder o lábio com força para recuperar o controle. Ele deslizou as mãos ao longo de suas coxas, e ela deu um passo para fora do short e o chutou para o chão. Zac fez o mesmo com sua cueca, e seu olhar queimou sua pele enquanto ela absorvia a visão dele completamente nu. Zac a puxou contra ele, e Vanessa mergulhou seu corpo para baixo e encontrou seus lábios enquanto ele rodeou sua cintura com os dois braços. Suas pernas em volta dele e eles caíram em cima da cama. 

Vanessa riu e Zac roçou a bochecha com o polegar, incapaz de afastar os olhos para longe dela.


— Você é tão linda. — ele sussurrou e roçou os lábios nos dela levemente. 

Sorrindo, ela trancou as mãos atrás do pescoço e puxou-o para ela, beijando-o. Zac deslizou sua mão ao longo de seu peito e seu estômago, até que chegou em sua calcinha. Quebrando o beijo, ele olhou para ela para confirmar que estava tudo bem, e quando ela concordou, ele deslizou um dedo dentro dela.

Vanessa gemeu, suas costas arqueando e os quadris esfregando contra sua mão.

—Nessa... — ele sussurrou, incapaz de desviar o olhar dela.

—Zac, por favor... — ela arquejou e trancou o seu olhar entreaberto nos seus. — Sem mais provocações.

Como se ele precisasse de outro convite.

Rapidamente, ele encontrou um preservativo em sua calça jeans e o colocou. Em seguida, ele deslizou sua calcinha e se posicionou em cima dela, apoiando seu peso em seus braços para que não a esmagasse com o seu corpo. Vanessa envolveu as pernas ao redor dele e acariciou suas costas, enquanto Zac mergulhou os lábios nos dela. O beijo foi lento e profundo, saboreando cada sensação. Cuidadosamente, Zac deslizou dentro dela enquanto ela gritava contra seus lábios. Seu coração batia tão rápido que ele pensou que poderia ter um ataque cardíaco. Neste momento, neste exato momento aqui, estar dentro de Vanessa, foi a coisa mais incrível que ele já havia sentido.

Sua alma se expandiu até que derramou sobre ele a cada movimento de seus quadris.

Quando Vanessa arqueou as costas e mordeu seu ombro, tentando abafar seus gritos, tudo isso se tornou demais para ele e, com um empurrão final ele encontrou sua própria libertação.

Ficaram assim, membros emaranhados juntos, arquejando, pegando a respiração, acalmando seus corpos. Zac acariciou o cabelo de Vanessa e olhou em seus olhos, tentando ver como ela se sentia. Seu coração inchou em seu peito enquanto ele pensava nela, de quanto ele a amava. Sua alma era dela, quer ela gostasse ou não.

Vanessa era sua alma gêmea, sua casa, seu tudo, e ele nunca iria deixá-la escapar. Tudo o que ele desejava agora era ser capaz de dizer a ela o quanto a amava, mas como poderia, quando ele prometeu que eles estariam juntos apenas durante o restante de sua viagem? Sua recém encontrada determinação inundou suas veias, e ele silenciosamente jurou que iria passar as próximas seis semanas fazendo tudo que a levasse a  se apaixonar por ele com tanta força, que ela nunca iria querer deixá-lo.

Suas emoções violentas devem ter sido registradas por ela, porque uma lágrima rolou pelo rosto de Vanessa.

—O quê foi? — Ele perguntou baixinho, limpando a lágrima.

—Nada. Eu estou apenas... Feliz. Eu não me lembro da última vez que me senti tão contente. Tão completa. — Ela corou, como se não quisesse admitir isso.

—Eu também.
Zac a beijou e, puxando as cobertas sobre seu corpo, envolveu-a em seus braços e a segurou enquanto dormiam.


7 comentários:

  1. Aiaiaaiaiaiaiiaiaiaaiaiaiaia que tudooooooooooo...... Amei o capitulo 😍😍❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤
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  2. Oh deus! Ate que enfim!!! Esse capítulo foi completamente MARAVILHOSO!! Amei amei amei e amei... Tão fofo e incrível...
    Sem palavras pra descrever...
    Quero nem ver a reação da Ashley quando souber maaaas to beeeem feliz por isso pra completar so faltou eles dizerem que se amam...
    Posta mais logo pleaseeeee se nao eu morro aqui de ansiedade!
    Beijos

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  3. AAaahhhh eles ficaram.. eles se declaram... uhuuulllll
    esperei muitoo por este momento. Amore o capitulo ficou perfeitoo.
    Estou ansiosa para ver a reação dos amigos deles e principalmente da Ashley.
    posta maiss logoo.
    bjoos

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  4. Aeeeeeeeee finamente!!! Uuuuuuuu to beeeeeem feliz agr, nada tira minha felicidade hj!!!!

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  5. Meu Deus,fico perfeito,até perdi a conta de quantas vezes eu li esse capítulo, incrível

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  6. Oh mds 😱😱😱😱 esperei tanto por essa cena 😍😍😍. Aí ainda bem q n aconteceu nd entre o Zac é aquelas vacas, ainda bem q ele mandou elas embora.
    Capítulo perfeito, declaração maravilhosa ❤❤.
    Ansiosa por mais
    😘😘😘

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  7. Eu tô morrendo aqui sem vc postar. Me ajude ou eu vou ter um infarto ou princípio de ataque cardíaco xoxo
    😘😘

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