terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Capítulo Vinte e Um

—Nessa, acorde — alguém disse, acariciando seu rosto. Ela abriu um olho e viu Ashley sentada em sua cama.

—O quê? Por quê? Que horas são? — Certamente parecia muito cedo para estar acordada.

— São 07:00 hs.

—Por que exatamente eu tenho que me levantar às sete horas em um sábado?

—Minha mãe e eu temos uma surpresa para você. Vamos, levante, tome um banho e nos encontre na cozinha em dez minutos. — Ashley pulou da cama, enquanto Vanessa gemia. Sua prima louca estava definitivamente viajando pela estrada bipolar.

—Eu fiz o café. — Ashley falou, antes de sair pela porta do quarto. — Quanto mais cedo você se levantar, mais cedo você vai se sentir a cafeína trabalhando a sua magia em seu corpo. — Ela fechou a porta, não muito gentilmente, e Vanessa suspirou. Sacudindo seus cobertores fora, ela pisou para o banheiro e começou a escovar os dentes.

—Então o que aconteceu? — Perguntou Vanessa, envolvendo seus dedos em torno de uma caneca de café e tomando o primeiro gole incrível. Ashley e Niki estavam segurando seus próprios copos, sorrindo como gatos Cheshire e olhando para ela. Desde que ela chegou, ela não conseguia se lembrar de um momento em que as viu tão genuinamente felizes.

—Bem — disse Ashley e sentou-se à mesa. — Nós não temos sido muito boas para você. Especialmente eu.

Vanessa abriu a boca para protestar, mas Lisa levantou a mão para silenciá-la.

—É verdade. Nós duas estamos trabalhando muito, e mesmo quando eu não estou, eu não tenho sido um boa amiga, porque estou muito envolvida com meus  próprios problemas. Então, para compensar isso, e nos mimar neste fim de semana, vamos a Milão! — Ela deixou o copo sobre a mesa e aplaudiu com entusiasmo.

—Sério? Agora? — Tanto Ashley como Niki acenaram animadamente. — Wow! Isso é incrível, eu sempre quis ir para lá. Obrigada! — Ela as abraçou, por sua vez, também não conseguindo parar de sorrir.

—Termine seu café e vá arrumar uma mala, querida. — disse Niki. — Temos que sair em cerca de uma hora, se quisermos aproveitar ao máximo o fim de semana.

Vanessa não precisava ser mandada duas vezes.

A viagem para Milão levou cerca de duas horas. Niki tinha reservado um hotel no centro da cidade, para que eles pudessem deixar o carro e explorar a cidade a pé, que era de tirar o fôlego.

Vanessa tinha lido o guia turístico que Ashley havia lhe emprestado no carro, e tanto sua tia, como sua prima a incentivaram a escolher o que ela queria ver, porque tinham ido a Milão muitas vezes, e tinham visto a maioria das coisas.

Considerando que elas tinham menos de dois dias, Vanessa teve que escolher sabiamente. Sua primeira parada foi o Duomo - a catedral mais famosa da Itália. Não é à toa que levou 500 anos, e ainda contando, para construir. Em pé diante do Duomo, Vanessa se sentiu insignificante, pequena, feia. Pegando o elevador, subiram ao telhado da catedral, onde eles poderiam passear e desfrutar de uma vista completa da cidade. Era como estar no topo do mundo - Milão estendia abaixo deles , e mais longe podiam ver os Alpes de guarda entre a Itália e o resto da Europa.

Em seguida, elas visitaram a Pinacoteca di Brera, o museu de arte que sediava as obras de arte dos artistas mais famosos e ilustres da Itália como Mantegna de “Dead Cristo”, a “Pietà” movimento por Giovanni Bellini e Caravaggio “Ceia em Emaús”. Vanessa escolheu esse museu em particular, porque ela sabia que Lisa o adorava, e também porque logo atrás estava o Orto Botanico di Brera - um jardim botânico de cinco mil metros quadrados. Nesta época do ano ele estava incrível - todos os canteiros estavam florescendo e seu perfume enchia o ar ao redor do jardim. Era como um oásis de calma no meio da azáfama da cidade. Elas andaram por um tempo, respirando o ar fresco com perfume, e relaxando em um banco para descansar um pouco e comer os sanduíches que tinham comprado de uma barraca próxima de lanches.

Já passava das cinco horas quando saíram do jardim, e elas estavam exaustas demais para mais passeios. Niki sugeriu voltar para o hotel, tomar um banho, refrescar- se e sair para jantar.

Todas elas desabaram na cama um pouco depois da meia-noite, depois de desfrutar de uma refeição incrível e uma caminhada em torno do centro da cidade, misturando-se com os turistas e habitantes locais, se divertindo em uma noite no sábado.

No dia seguinte, Niki insistiu que elas precisavam ir às compras - dizendo que era contra a lei vir até Milão e não comprar! Sua primeira parada foi na Galleria Vittorio Emanuele II - um dos centros comerciais mais chiques que Vanessa já tinha visto. Era perto do Duomo e parecia uma catedral de luxo no interior. Ela tinha um enorme telhado de vidro que lançava luz sobre os cantos mais distantes do edifício, e dava vida a arte elaborada da decoração do shopping. Niki explicou que inaugurou por volta de 1867, e a loja da Prada foi aberta aqui em 1913. Seus olhos brilharam de emoção enquanto falava, maravilhada com o grande estilo do edifício. Sentaram-se para um café e um leve descanso, e Vanessa quase engasgou quando viu o preço de dez euros para um único café expresso.

— Se você quer beber o seu café entre Prada, Fendi e Gucci, você precisa pagar um preço. — Niki tinha dito, enquanto ela tomava um gole da bebida em miniatura.

Elas não compraram nada do Galleria, porque uma pequena bolsa custava tanto quanto um carro pequeno, mas do lado de fora do prédio, havia muitas lojas de grife espalhadas ao redor. Elas encontraram alguns tesouros com etiquetas de “setenta por cento off” coladas sobre elas, e foram jantar cedo, todas elas felizes carregando suas sacolas de compras, antes de subir no carro e dirigir de volta para casa.

Quando chegaram em casa na noite de domingo, as três estavam exaustas, e foram direto para seus respectivos quartos.

Quando Vanessa deitou em sua cama, ela reviveu os acontecimentos do fim de semana com um sorriso no rosto. Ela realmente amou a viagem e passar esse tempo com Ashley e Niki. Tinha sido muito relaxante e libertador.
Sem qualquer aviso, seus pensamentos retornaram para Zac. Ele não ligou ou mandou uma mensagem em todo o fim de semana, o que era incomum. Vanessa perguntou se deveria ficar preocupada, mas depois lembrou-se da última vez que ela o tinha visto e o que ele estava fazendo - saindo com Beppe para pegar meninas. Talvez ele tivesse pego uma menina e passado o fim de semana com ela, e por isso que ele não tinha pensado em Vanessa.
A própria noção que Zac estava com uma menina todo este tempo, enviou dores  tão forte de ciúme em seu estômago, que seu jantar ameaçou sair. Ela sentiu o acido inundar ácido seu estômago, e sua boca encheu de água. Forçando seu corpo a se acalmar, Vanessa virou para fora da cama e foi pegar um copo de água.

O pensamento de Zac com outra garota não era apenas ciúme. Isso também a assustava. Vanessa não conseguia identificar exatamente o porquê. Talvez porque Zac seja um grande amigo, e alguém que ela veio a confiar, ou porque ele era o único sistema de apoio que tinha aqui, desde que Ashley estava tão frágil e isolada no momento.

Ou porque de repente ela se sentiu vazia sem ele em sua vida.

Os dias seguintes arrastaram. Vanessa sentia inquieta sem Zac. Ele ainda não ligou ou mandou uma mensagem, ou demonstrou qualquer sinal de estar vivo. Por um segundo, Vanessa tinha entretido a ideia de que algo poderia ter acontecido com ele, mas depois lembrou-se que as más notícias sempre viajam rápido, e alguém teria dito a Ashley. Ele estava provavelmente muito ocupado entretendo sua conquista final de semana, e tinha esquecido completamente dela. Vanessa queria perguntar a Ashley se ela tinha ouvido falar dele, mas ela não queria parecer carente. Ela era orgulhosa demais para isso. Se ele não quisesse ligar - beleza. Ela certamente não ia implorar.

No lado positivo, Ashley estava muito mais atenciosa e parecia feliz. Ela passou muito tempo com Vanessa. Elas se divertiram bastante andando pela cidade, indo ao cinema, ou fazendo compras. Era como Vanessa tinha imaginado antes de vir- ela e Ashley, relaxadas e se divertindo juntas. Ela nunca tinha imaginado encontrar um Zac, e sua cabeça transformar.

Vanessa contou a Ashley sobre seu encontro com Rico, e ela ficou muito entusiasmada, até Vanessa esclarecer que não houve uma centelha e ela não o encontraria novamente. Algo passou nos olhos de Ashley naquele momento, mas Vanessa não pode dizer exatamente o quê. Porém, sua prima não comentou nada sobre isso, e Vanessa suspirou de alívio que desta vez não haveria um discurso. Se Vanessa falasse a ela a verdadeira razão por que ela não queria ver Rico novamente, certamente teria ouvido um discurso, e grande. Até agora, Vanessa já sabia de cor: você tem câncer, você mora em outro país, ele é um cara bom, você vai machucá-lo e a você mesma, blah, blah, blah. Ela não precisa de todas essas lembranças do por que ela não deveria estar com Zac. Ela só sabia que ela queria ficar com ele - pronto. Obviamente, ele tinha mudado de ideia.

Estava tudo bem até na quarta-feira, quando Ashley saiu furtivamente novamente. Ela tinha algo para fazer, novamente. Isso pegou Vanessa um pouco de surpresa, porque elas estavam tomando sol na piscina de biquíni, quando Ashley foi para dentro e voltou alguns minutos depois, vestida e pronto para sair. O que Vanessa deveria fazer? Enfrentá-la firme, até que ela confessasse onde estava indo? Ela apenas deu de ombros ao invés disso, franzindo a testa.

Ashley estava ficando audaciosa, o que significava que ela estava preocupada que Vanessa poderia falar para ela. Que ela definitivamente falaria. Da próxima vez, ela não iria se permitir ser apanhada desprevenida. Da próxima vez ela planejava segui-la e resolver o mistério de uma vez por todas.

Vanessa desejava tanto que Zac a ligasse. Se o fizesse, ela iria dizer-lhe tudo isso e ele teria alguma idéia. Ele a ajudaria. Acima de tudo, ela só queria ouvir sua voz.

Ela sentia muito a falta dele.

Pensando sobre o que ele poderia estar fazendo, com quem ele poderia estar fazendo, ou por que ele de repente parou de ligar, quebrou seu coração em um milhão de pedaços. Doeu porque ela pensou que o tivesse perdido para sempre, e a ideia de nunca mais vê-lo novamente a matou.
Na sexta-feira Ashley saiu para “executar uma missão” novamente. Desta vez, Vanessa estava pronta. Ela a seguiu até a rua e a viu entrar em um táxi.

Agora o quê?

A única opção que tinha era subir no próximo táxi e segui-la, ignorando a comparação com um filme de gangster barato. Seus olhos percorreram a rua pelos carros disponíveis e havia um vindo em sua direção. Vanessa levantou a mão e chamou-o, mas quando ele parou na frente dela e ela abriu a porta pronto para saltar, ela congelou. O cara atrás do volante parecia tanto com o homem que matou Eric e seu pai - o mesmo cabelo castanho curto, mesmo olhos azuis, mesmo sorriso complacente. Seu cérebro travou. Tudo ao seu redor ficou turvo e ela se sentiu tonta.

—Você vem ou não? — O cara atrás do volante latiu para ela, e a assustou para fora de seu transe. Balançando a cabeça, ela bateu a porta e saiu correndo.

Vanessa não tinha ideia de onde estava indo, ela só sabia que precisava sair de lá.  Memórias inundaram sua cabeça e ela precisava escapar. Não se importando com Ashley mais, ela correu até suas pernas não suportar seu peso por mais tempo.

Caindo na calçada, ela inclinou suas costas contra a parede mais próxima e puxou as pernas debaixo dela. Em seguida, vieram as lágrimas. Graças a Deus era uma pequena rua e não havia ninguém por perto, porque Vanessa chorou até que toda a dor tinha lavado de seu peito e ela pôde respirar de novo.

Ela não tinha ideia de quanto tempo se passou até que ela ouviu alguém chegando. Exausta e incapaz de se mover, ou até mesmo importar se alguém iria vê-la dessa forma, ela permaneceu onde estava, esperando que o estranho passasse por ela, como faziam em Londres.

No entanto, aqui não era Londres, era a Itália, onde as pessoas não têm um problema em meter o nariz nos negócios dos outros. Coincidentemente não era um estranho.

— Oh meu Deus: o que diabos você está fazendo — Gia disse quando ela reconheceu Vanessa. — Por que você está no chão? Vanessa, o que aconteceu? — A julgar por sua voz, ela estava muito preocupada, mas Vanessa não conseguia encontrar mais forças em fingir que estava tudo bem.


Ela olhou fixamente para Gia quando disse:

—Eu estou bem. Você pode, por favor, me levar pra casa? Eu não tenho nenhuma ideia de onde eu estou.

Gia estava olhando para ela com horror puro escrito em seu rosto, mas ela franziu os lábios e, sem dizer uma palavra, passou o braço sob os ombros de Vanessa e a ajudou a levantar.

Vanessa estava grata, não só porque Gia não fez mais perguntas, mas também porque ela a levou para casa, colocou-a na cama e saiu. Não demorou muito para que ela adormecesse e esquecesse tudo sobre o mundo real.

*

O telefone de Zac tocou quando ele estava indo para o bar.

—Sim? — ele disse, enquanto pegava, vendo o nome de sua irmã na tela.

—Que diabos você fez com ela, Zac? — Ela parecia muito irritada. Não que fosse difícil deixá-la louca - o fusível de Gia tinha apenas cerca de um centímetro de comprimento - mas ainda assim, ela raramente gritava com ele mais.

Eu acho que a culpa faz isso com as pessoas.

—Quem é “ela”?

—Vanessa! — Imediatamente, ele ficou tenso.

—Eu não a vejo há uma semana, eu não fiz nada para ela. Ela está bem?

—Não! Eu a encontrei sentada na rua atrás do restaurante, confusa, com o rosto todo inchado e os olhos vermelhos de tanto chorar.

Zac estava segurando o telefone com tanta força que as juntas dos dedos ficaram brancos. Ele não sabia o que pensar. Ele era a razão por Vanessa estar chorando no meio da rua? Mesmo que ele não fosse, isso não tornava as coisas melhores.

O que aconteceu? Ela era muito boa em manter a compostura e controle, o que poderia ter acontecido para fazê-la perder?

—Zac? Ainda está aí? — A voz de Gia o trouxe de volta à ligação.

—Yeah. Onde vocês estão agora?

—Eu a levei até a casa de Ashley e a coloquei na cama. Estou indo para casa agora.

—Por que você supôs que eu tenho algo a ver com isso?

—Oh, vamos lá, Zac. Nós todos vimos como vocês olham um para o outro, e desejamos que vocês conseguissem a merda de um quarto de hotel para o fim de semana e acabasse logo com isso. Já está ficando ridículo. Eu não posso lidar com a sua merda agora - Eu tenho uma tonelada das minhas.

Ela desligou na cara dele. Isso era tão típico de Gia - se preocupar com seus próprios problemas, sem olhar ao redor e mesmo considerar ajudar alguém com os seus. Tanto quanto ele a amava, Zac teve que admitir que sua irmã era uma vadia egoísta.

O que ele deveria fazer agora? Vanessa estava a salvo em casa, então ele não precisava se preocupar com ela - certo? Isso quase o matou, manter distância durante toda a semana, mesmo se nesse momento ele fosse até ela, não haveria como voltar ao que era. Ele tinha chegado ao ponto de não retorno.

Ele não tinha dormido bem durante toda a semana. Cada vez que fechava os olhos, a via beijando Rico. Zac enterrou-se no trabalho, fazendo turnos sobre turnos na praia e no bar. Nesse ponto, ele estava tão exausto que estava funcionando no piloto automático - e ele ainda não conseguia dormir.

Essa menina tinha arruinado sua vida. Ele havia se apaixonado por ela rápido e forte. Vanessa tinha invadido sua vida perfeitamente normal e mexido até que ele não sabia se valia a pena lutar por mais. Todos os seus sonhos e ambições expressavam nela agora. Toda vez que ele imaginava sua vida futura, ele a via nela, e cada vez que isso acontecia, ele tinha que se lembrar que ela não queria ser imaginada lá. Ela não o queria, não a longo prazo.

Quando na verdade, Vanessa era tudo que ele queria.

*

Ashley bateu em sua porta quando voltou da galeria. Vanessa não queria contar a ela sobre o que tinha acontecido hoje, então ela simplesmente fingiu que estava se sentindo muito cansada e queria dormir cedo. Na verdade, ela não tinha saído da cama desde que Gia a trouxe para casa, e ela não tinha vontade de levantar-se pelo menos até amanhã.
Ashley compreendeu e a deixou sozinha.

Era sábado. Oito dias desde que Vanessa tinha visto ou falado com Zac. Se oito dias pareciam uma eternidade, como ela deveria sobreviver nas próximas seis semanas?

Determinação inundou suas veias e misturou com seu sangue. Balançando as pernas para fora da cama, Vanessa tomou um banho, secou o cabelo, colocou um pouco de maquiagem para cobrir os efeitos de ontem, vestiu jeans e uma camiseta que tinha um bastão sobre ele dizendo: “Eu não sou uma pessoa da manhã” e desceu para a cozinha. Niki deve ter saído para o trabalho, porque eram 10:00, e Lisa estava sozinha, fazendo café.

— Oh, hey, se sentindo melhor? — Ela perguntou, notando Vanessa entrando na cozinha.

—Yeah. Eu não tenho dormido bem ultimamente. Eu só precisava tirar o atraso.

Elas tomaram o café da manhã, antes de Vanessa reunir coragem para perguntar sobre Zac a Ashley.

—Então, Zac está estranhamente ausente esta semana. Você sabe por quê? — Ela perguntou, o mais casualmente possível.

—Eu mandei uma mensagem para ele uns dois dias atrás, ele disse que estava ocupado trabalhando em turnos dobrados, porque queria ter uns dias de folga no próximo mês.

Isso soava plausível, mas não convencia. Ele estava escondendo o verdadeiro motivo de Ashley?

—Estou surpresa que você não soubesse. Vocês estão bem? — Perguntou Ashley, sua expressão cuidadosamente escondida.

—Sim, está tudo bem. Então, o que vamos fazer hoje? — Vanessa perguntou, desesperada para levar a conversa para outra direção. Ashley não era tão facilmente enganada, mas ela decidiu passar e não fazer mais perguntas.

—Há uma exposição na galeria de arte Masala Stefania que eu realmente queria ver. Quer vir?

—Claro.

Eles foram para a exposição, mas Vanessa não conseguia se concentrar em qualquer uma das pinturas. Ela seguiu Ashley pelo lugar, meio ouvindo seus comentários, meio perdida em pensamentos.

Será que Gia disse a Zac como a tinha encontrado ontem? Se ela tivesse contado, por que ele não tinha ligado para verificá-la? Por que, de repente, ele estava tão desinteressado nela? O que estava acontecendo?

E o mais importante, como ela poderia resolver isso?

*

Levou um grande esforço para não ligar para Vanessa, depois do que Gia tinha lhe contado. Não só porque ele era apaixonado por ela, e isso despertava todos os seus instintos de proteção, mas também porque teria sido a coisa certa a fazer, já que eles eram apenas amigos.

Ele estava doente e cansado de pensar sobre ela. Ele tinha de parar, pelo menos durante a noite.

Zac discou o número de Beppe.

—Ei, cara, quaisquer planos para hoje à noite? — Ele perguntou.

— Não, ainda não. Por quê? Você está propondo algo? — A voz de Beppe imediatamente ficou diabólica.

—Sim: vamos ficar bêbados e agarrar algumas meninas.
—Eu gosto de como isso soa. Vou buscá-lo em uma hora.

♥♥♥
Oi meninas!Me perdoem por não ter postado ontem, 
aconteceram imprevistos e fiquei sem tempo...
Iiiih o que será que o Zac e o Beppe irão aprontar, hein?!
E aguardem,porque o momento tão esperado por vocês está finalmente chegando *-*
E feliz Dia de São Valentim amores ♥



5 comentários:

  1. Cara*** quando é q tu vai postar? Meu Deus do céu eu to muito ansiosa! E q droga de momento é esse!?

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  2. Oh God! Que capitulo!
    Nao quero nem ver o que o Zac vai aprontar... So espero que nao faça nada que se arrependa depois.
    Ele devia ter procurado a Nessa e conversado com ela sobre o que ele viu, e o mesmo digo da Nessa... Só acho! Hahaha
    To ansiosa pro proximo capitulo....
    Posta mais loguinho...
    Beijooos

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  3. Aaahhh oque?? O zac vai mesmo sair? Eu nao acredito que ele e a Vane ainda não conversaram. Posta mais logo amoreee, estou ansiosa para ver zanessa juntos. Bjoss

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  4. Ah mds logo agr q eu achava q a nessa ia descobrir a vdd ela vê esse cara parecido com o responsável pela morte de seu pai...
    N acredito q o Zac n ligou pra Nessa 😣😣 vou dar na cara dele.
    É mds a GIA só se preocupa com ela mds aff.
    Acho q o Zac tinha q ter chegado na Vanessa e ter conversado, agr ele quer ir beber e pegar meninas 😣😣😣 vou matar ele se ele fizer isso
    Bjs 😘😘❤

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  5. Amor posta hj por Favor 🙌🙌🙌🙌🙌🙌
    Amei o capítulo mais eu to louca pra ler o próximo capítulo
    Não sou boa com palavras

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