quarta-feira, 1 de março de 2017

Capítulo Vinte e Quatro

O toque do telefone acordou Vanessa, e ela arrastou a mão cegamente ao redor, até que conseguiu localizá-lo e pegar.

—Será que eu a acordei? — A voz de Zac encheu sua cabeça, seu corpo, todo o seu universo. O calor se espalhou pelo seu corpo, e seu coração começou a bater mais rápido, reconhecendo que estaria em seus braços muito em breve.

—Mm-hm — ela murmurou, ainda sob a influência do sono.

—Venha e abra a porta, por favor — Zac respirou baixo na linha, uma intensa urgência pingando em cada palavra.

Desligando a chamada, Vanessa caminhou calmamente até a porta da frente e a abriu. Zac entrou e fechou-a atrás dele. Estava escuro lá dentro, a única fonte de luz vinha das lâmpadas de rua que entravam pelas janelas. Ele estava usando um jeans escuro e uma camiseta escura, e seus olhos pareciam negros na penumbra. Quando ele se encostou à porta e cruzou os tornozelos, ele parecia perigoso. Pecaminoso.

Vanessa não conseguia se mover. Ele conseguiu fixá-la no lugar com o olhar, e ela esperou até que ele falasse a ela o que deveria fazer. Varrendo com os olhos dos seus pés a cabeça, lentamente, deliberadamente, Zac deu um sorriso torto e estendendo um braço para ela disse:

—Venha aqui. — Sua voz era sexo puro - baixa, rouca, e promissora. Ela foi até ele, que a esmagou contra seu peito, devorando sua boca com a dele. Ele lambeu e chupou e mordeu os lábios até que Vanessa não conseguia sequer lembrar o que era respiração e porque era necessária. Suas mãos cavaram em seus quadris, enquanto ele levantou-a contra ele, com ela enrolando as pernas em torno dele. Ele levou-a para cima, sua boca nunca deixando a dela.

—Eu senti sua falta. — ele disse com voz rouca, e a deitou na cama. Zac deixou seus lábios para trilhar beijos ao longo de seu pescoço, enquanto sua mão puxou a bainha de sua camiseta para cima e sobre a cabeça. Vanessa se ergueu nos cotovelos, observando-o, enquanto ele beijava seu estômago. Seus olhos se encontraram e o fogo neles era diferente da noite passada. Esta noite era puro inferno - forte, furioso, determinado. Isso a deixou tão excitada, que ela não podia esperar nem mais um segundo.


—Zac... — ela mordeu o lábio enquanto ele chupava um mamilo na boca, trazendo-a até a borda.

—Sim, amor? — ele brincou, enquanto chupava o outro mamilo, seus olhos nunca deixando os dela.

—Eu quero você dentro de mim, agora. — Sua ordem soava fraca e sem fôlego, mas foi o suficiente para fazer Zac perder todo o controle. Ele empurrou-a em cima da cama, arrastando seu short fora junto com a calcinha e, em dois movimentos rápidos suas roupas tinham desaparecido, também. Rolando o preservativo, Zac empurrou dentro dela, sem um segundo de hesitação e a fez gritar seu nome.

*
Eles tinham feito amor no chuveiro, então, novamente na cama, até que ambos estavam completamente esgotados. Vanessa estava deitada em cima de Zac, a cabeça em seu peito, ouvindo seus batimentos cardíacos agora calmos. Seu peito subia e descia em um movimento rítmico, enquanto suas mãos acariciavam a pele em suas costas.

Eles não falaram, nenhum deles tinha energia para isso. Não havia nada a dizer - bastava estar juntos naquele momento era perfeito. Pouco antes de ela adormecer, Vanessa sentiu Zac puxar os cobertores sobre eles, e seus fortes braços envolvendo-a com firmeza.

*
—Vanessa, acorde, baby. — A voz de Zac veio de algum lugar perto, mas ao mesmo tempo tão longe. Vanessa não queria acordar. Abrindo um olho e franzindo a testa, ela viu o rosto de Zac a dois centímetros do dela, e ele sorriu, levando seus lábios aos dela. — Você é tão sexy quando está com sono — ele murmurou contra sua boca. Quando ele se afastou, ele tinha um enorme sorriso no rosto, mas Vanessa continuou franzindo a testa. Por que ele a acordou? Estava muito agradável, acolhedor e confortável aqui. A questão deve ter surgido em seu único olho aberto, porque ele disse: — Vamos, vamos dar uma corrida antes que eu saia para o trabalho.

Acentuadamente, ela abriu a outro olho e deu-lhe um olhar incrédulo. Ele riu e a beijou novamente, desta vez demorando mais tempo.

—Eu não quero ir sem você, linda. Vamos lá, eu prometo que vou fazer valer a pena. — ele piscou para ela, e Vanessa não conseguiu resistir por mais tempo, o sorriso ameaçando aparecer em seu rosto.

*
Zac correu atrás dela, na sua frente, ao seu lado, rodeando-a, batendo na bunda dela, pegando-a e provocando-a para pegá-lo. Ele estava em toda parte, completamente ao seu redor. Eles fizeram mais do que algumas paradas para beijos que, em vez de acalmar seus batimentos cardíacos, aumentaram para níveis perto da explosão.


—Eu queria fazer isso desde a primeira vez que te conheci. — ele sussurrou, enquanto chupava a pele sob sua orelha e suas mãos percorreram suas costas até a bunda dela, apertando não muito gentilmente.

—Mmmm. — Vanessa gemeu na parte de trás de sua garganta. — Eu vou te mostrar o que eu queria fazer desde a primeira vez que te conheci quando chegarmos em casa. É um pouco explícito demais para um espaço aberto. — ela sussurrou de volta. Zac se afastou, deu uma olhada em seu rosto para se certificar de que ela não estava brincando e, puxando-lhe a mão, levou-a para casa, onde ela mostrou-lhe o que ela tinha em mente. Duas vezes.

*
Niki e Ashley devem ter saído durante o tempo que ficaram trancados no quarto de Vanessa, porque quando eles finalmente se trocaram e foram para a cozinha tomar o café,  a casa estava vazia. Vanessaa fez café, enquanto Zac preparou alguns sanduíches.

—Então, eu vejo que Ash foi trabalhar. O que você vai fazer hoje? — Zac perguntou, espalhando manteiga em um pedaço de pão.

—Não sei — disse Vanessa e encolheu os ombros.

—Por que você não vem para a praia? É terça-feira, por isso não deve estar muito cheia.

—Eu acho que posso ir. Por você. — Vanessa sorriu, e levantou uma sobrancelha de brincadeira.

Você está brincando com fogo, linda. Mais um comentário como esse e eu vou jogar você sobre meu ombro e trancá-la de volta no quarto. — Zac disse, apontando para ela com a faca de manteiga em uma ameaça falsa.

Eu estou brincando com o fogo desde que te conheci. Eu sou meio que resistente ao fogo agora.

É mesmo? Vamos ver sobre isso.

Eles saíram juntos, de mãos dadas, e Zac os levou até a praia. Ele tinha uma mochila cheia no porta-malas de seu carro, onde, muito cuidadosamente, guardou seu uniforme, alguns produtos de higiene pessoal e uma muda de roupa.

Vanessa tinha levado seu iPod, Kindle e um par de revistas para mantê-la entretida. A praia não estava muito cheia, mas Zac estava no trabalho, então ele não podia lhe fazer companhia o tempo todo. Ele insistiu que ela posicionasse sua toalha ao lado de seu posto, para que ele pudesse parar de vez em quando e beijá-la, mesmo que ela quisesse muito mais do que um beijo, e voltar ao trabalho.

Assim que Vanessa estava escrevendo uma mensagem para Ashley, algo na  água chamou sua atenção. Alguém estava agitando os braços freneticamente, desaparecendo sob a superfície e, em seguida, voltando novamente. Seu cérebro estava muito lento para registrar o que estava acontecendo, mas rapidamente compreendeu, quando viu Zac passar como uma bala por ela, correndo muito mais rápido do que ela já tinha visto ele fazer antes. Ele mergulhou no mar e nadou em direção aos braços balançando, que estavam começando a aparecer sobre a superfície a intervalos muito mais longos. Tudo aconteceu tão rápido que Vanessa mal conseguia se mover. Ela se levantou, congelada no local, observando o que estava acontecendo na água com terror em seus olhos.

Alguém estava se afogando. E Zac estava tentando salvá-lo.

Logo ele chegou à pessoa e, a agarrou sob os braços, nadou em direção a segurança da costa. Ele levou muito mais tempo para nadar de volta do que ir ao fundo.

Finalmente, eles chegaram à praia e Vanessa se aproximou para ver o que estava acontecendo. As pessoas se reuniram ao redor, e observavam impotentes enquanto Zac habilmente executava massagem cardíaca no homem gordo de meia-idade, que acabara sendo arrastado ao mar. Dois outros salva-vidas chegaram, movendo a multidão para longe da cena, enquanto o outro ajudava Zac com a massagem cardíaca. O homem tossiu e eles o viraram de lado quando a água fluiu para fora de sua boca. Ele começou a puxar respirações irregulares e, vendo que ele estaria bem, Zac se afastou dele e sentou-se na areia, com a cabeça entre as mãos.

Vanessa empurrou s multidão, tentando chegar até ele, quando o terceiro salva-vidas agarrou seu braço e puxou-a de volta.

— Me solta! — ela gritou com ele, com tal ameaça em seu tom, que ele se surpreendeu por um segundo e afrouxou o controle sobre ela. Vanessa não hesitou enquanto liberava o braço de sua mão e corria para Zac.

Zac, querido, você está bem? — Ela se ajoelhou em frente a ele, com medo de tocá- lo. Ele levantou a cabeça e seu rosto estava perigosamente pálido. Seus olhos pareciam sem vida e fundos, como se ele não soubesse onde ele estava. — Oh, meu Deus... — Vanessa abraçou-o e ele relaxou a cabeça em seu ombro. — Está tudo bem, baby, ele está bem. Você o salvou. Você está me ouvindo? Você salvou a vida de alguém.

Os braços de Zac vieram ao redor dela e ele a puxou contra si, apertando com força, enquanto todo o seu corpo tremia como se estivesse em estado de choque. Ninguém falou nada por um tempo, e Zac conseguiu acalmar. A cor de seu rosto lentamente retornou e ele parecia quase bem.

Enquanto estavam lá, pressionados um contra o outro, os paramédicos correram e levaram o homem resgatado. O salva-vidas que havia tentado parar Vanessa se aproximou e disse:

Ei, cara, você está bem? — Zac assentiu, mas o cara o conhecia melhor. — Por que você não vai para casa? Eu te cubro. Você já fez o seu trabalho hoje. — ele disse, e deu um tapinha nas costas dele. Zac assentiu com a cabeça novamente e o salva-vidas nos deixou.

Eles não saíram imediatamente. Zac parecia melhor, mas ele precisava de mais algum tempo para se recompor totalmente.

Essa foi a primeira vez que você salvou alguém? — Vanessa perguntou baixinho, pensando que essa deveria ser a razão pela qual ele estava tão abalada pela  experiência.

Não, essa foi a terceira. Isso nunca fica mais fácil. O salvamento no mar é a coisa mais dolorosa do mundo. A pessoa está inconsciente em seus braços, pesada como o inferno, e você está tentando arrastá-lo de volta, quando tudo que você pode pensar é “Por favor, não morra”. Parece que passaram horas antes de chegar até a praia e começar a massagem cardíaca, ainda cantando “Por favor, não morra” em sua cabeça. Quando ela tosse, e a água sai de seus pulmões, o alívio que você sente é tão intenso que, literalmente, bate-o fora de seus pés. E então você não pode evitar, mas pensa que, e se da próxima vez eu não tiver essa sorte? E se na próxima vez eles não sobreviverem?

Vanessa não sabia o que dizer sobre isso. Ela nunca tinha salvado a vida de ninguém, e não tinha ideia de como se sentiria. Deve ser muito estressante ter um trabalho, onde a vida das pessoas depende de você. Ela disse a única coisa que sentia agora:

Eu estou orgulhosa de você, Zachary Efron. Você é uma pessoa incrível.
Zac olhou para ela com surpresa, gratidão e alívio estampado em seu rosto.
Como é que você sabe o meu sobrenome? — Ele perguntou, com um pequeno sorriso em seus lábios.

Eu tenho os meus caminhos.

Tem? Eu tenho os meus também, Srta. Hudgens.

Vanessa riu, o que pareceu relaxar ele ainda mais. Se não fosse pela sombra espreitando por trás de seus olhos, ele seria o mesmo Zac de meia hora atrás.

Quer ir embora? — Ele perguntou.

Deixe-me apenas pegar as minhas coisas.

Zac esperou por ela, até que ela arrumou a mochila e colocou seu vestido de verão de volta e, em seguida, pegando sua mão, a levou até o carro. Assim que eles chegaram, ele colocou suas coisas no porta mala, e quando fechou, ele pressionou Vanessa contra ele.

*
Quando Zac empurrou Vanessa contra seu carro e colocou os dois braços em torno dela, ela estava um pouco surpresa, mas cooperou. Lambendo os lábios, porque ela sabia o que estava por vir, ela colocou as mãos em torno do pescoço dele e o encontrou na metade do caminho. Seus lábios desceram, urgente e desesperadamente, buscando um conforto, que o outro estava mais do que feliz em fornecer.


Tinha sido um longo tempo desde que Zac precisou de alguém. Ele tinha se mantido muito bem por conta própria desde que ele tinha catorze anos, e teve que cuidar de seu pai o tempo todo. Vanessa era uma combinação incrível de alguém vulnerável, que acordava todos os seus instintos de proteção, e alguém que, quando necessário era intensa, e oferecia conforto e segurança.

Quando ela lhe disse que estava orgulhoso dele, ele se sentiu invencível. O mundo estava aos seus pés e tudo o que ele queria fazer era escalar a montanha mais alta e gritar — eu te amo — até que estivesse sem voz.
Mas ele não podia. Ainda não de qualquer maneira. Uma voz pequena, mas muito persistente em sua cabeça lhe disse que, se fizesse isso ela correria.
Ele afastou todos aqueles pensamentos para longe de seu cérebro, e continuou beijando Vanessa como se ela fosse tudo o que precisava em sua vida.

E talvez ela fosse.

*
Vanessa se recusou a deixar Zac sozinho depois do que tinha acontecido. Eles foram até a casa dele para pegar mais algumas roupas para colocar na sua mochila para a noite e, enquanto esperava por ele, ela mandou uma mensagem a Ashley para perguntar se estava tudo bem convidá-lo para jantar. A resposta foi, naturalmente, sim e desde que ainda eram apenas quatro horas da tarde, eles se dirigiram ao supermercado para comprar alguns mantimentos antes de preparar a refeição. Vanessa também mandou uma mensagem à tia para que ela soubesse que elas teriam um convidado para o jantar, e disse que o convidado iria cozinhar. Niki estava muito entusiasmada sobre não ter que cozinhar, a julgar pelos três pontos de exclamação no seu texto.

Zac disse que iria fazer algo chamado strozzapreti pesto rosso con polo para sua prima, e Vanessa não tinha ideia de que inferno era isso, mas quando saia de sua boca soava sexy. Para o prato principal, ele estava fazendo rolos de berinjela com espinafre e ricota, que parecia muito complicado para Vanessa, mas ele lhe assegurou que não era. Sentindo-se mal que não iria contribuir com nada para o jantar, ela sugeriu em fazer seu sundae especial, que era, basicamente, sorvete, frutas, brownie de chocolate em migalhas e Nutella, todos misturados.

— Os alimentos não precisam ser complicados para ser deliciosos, tesoro, — Zac disse, quando ela descreveu sua sobremesa como “nada de especial”. — Como alguém me disse uma vez, comida italiana é como os homens italianos. Mínimo esforço, máxima satisfação. — Vanessa riu tanto que ela se inclinou sobre ele para apoiar e, passando o braço em volta dos ombros, ele beijou o topo de sua cabeça. Eles continuaram navegando ao longo dos corredores até Zac estar satisfeito que eles tinham todos os ingredientes, então foram até o caixa pagar.

3 comentários:

  1. Ai que lindoo... Cara este capitulo esta mais que perfeito. Simplesmente amei!! Posta mais logoo. Bjooss

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  2. Esse capítulo está tão fofo... Sei que sempre digo isso, mas eu amei esse capítulo... Estou apaixonada por essa fic!
    Posta mais pleaseeee.
    Beijoos

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  3. Amei,amei,amei,eu estava contando os dias pra vc postar, capítulo incrível

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