sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Capítulo Trinta e Dois

Zac sentou-se no enorme pufe verde, e Vanessa o seguiu, sentada entre suas pernas e inclinando-se para trás contra seu peito. Era espaço mais do que suficiente para os dois, e se sentia confortável. Por um momento, ele endureceu, sem saber onde colocar as mãos. Virando a cabeça para encará-lo, Vanessa sorriu de forma encorajadora, e trouxe seus braços ao redor dela. Ele exalou o ar que estava segurando e pareceu relaxar um pouco. Niki e Gina estavam conversando sobre seus planos para visitar Milão no fim de semana, Ashley estava sentada no outro pufe, em frente a eles, com seu bloco de notas sobre os joelhos, com os dedos rapidamente movendo sobre ele. Tudo parecia tão normal, tão natural, como se o tempo tivesse voltado para trás e sua vida não tivesse mudado dramaticamente ao longo dos últimos cinco anos.
— O que você está pensando? — Zac sussurrou em seu ouvido.
— Como é bom esse momento.
Não demorou muito para que Gina começasse a reprimir os bocejos e decidiu deitar. Ela desejou a todos “boa noite” e subiu as escadas, com Niki a reboque.
— Ainda é cedo para nós. Vocês querem assistir a um filme? — Vanessa perguntou
— Eu não dormi durante todo o dia, ao contrário de você. — Ashley levantou-se, dando-lhes um olhar aguçado.
— Quem disse que ela dormiu o dia todo? — Zac brincou. Ashley revirou os olhos e arrancou uma página de seu caderno de esboços.
— O que for. Aqui. — Ela estendeu o braço em direção a eles, estendendo a página que acabara de rasgar. — Veja como doentiamente bonitos vocês estão. — Piscando o olho para eles, Ashley subiu as escadas até seu quarto.
Vanessa pegou o desenho na mão, com a boca aberta. Como Ashley poderia fazer isso em tão pouco tempo? Era perfeito: a imagem exata de Zac com Vanessa no pufe. Ashley era uma pintora muito talentosa, mas Vanessa achava que ela era ainda mais incrível com um simples lápis na mão. De alguma forma, ela conseguiu pegar a conexão que eles compartilhavam com algumas pinceladas negras. Vanessa não conseguia parar de olhar para ele.
— Ela é incrível, não é? — Disse Zac, olhando para o desenho sobre sua cabeça. — Quando eu a vi pela primeira vez na reunião de aconselhamento, ela estava sentada em uma cadeira, com as pernas cruzadas e um bloco de desenho sobre os joelhos. Ela nunca parou de desenhar, mesmo quando ela falava, mas ela nunca nos mostrou nada. Levei quatro semanas ouvindo os outros, antes de reunir coragem suficiente para falar. O dia que eu falei sobre o meu pai, Ashley veio até mim depois da reunião e me deu uma folha como esta. — Zac parou de falar, e apesar de Vanessa não poder ver seu rosto, ela sabia que ele estava lutando com emoção. Ela sentiu seu coração acelerar e sua mão tremer, enquanto ele distraidamente tirava um fiapo imaginário da almofada ao lado dela. — Quando eu olhei para o desenho, era como se tivesse sido atropelado por um trem em alta velocidade. A emoção por trás desse desenho simples a lápis era exatamente o que eu senti quando eu tinha falado naquele dia. Eu não sei como ela faz isso, mas ela tem um talento incrível em captar sentimentos com um pedaço de papel.
Isso era exatamente como Vanessa descreveria seu desenho - sentimentos em um pedaço de papel.
— Nessa... — Zac sussurrou, seus lábios tocando a pele em seu ouvido. — Eu não quero assistir a um filme. — Sua respiração estava queimando sua pele e ela estava consciente de cada centímetro dele ao redor dela.
— O que você quer fazer? — Perguntou Vanessa, sua voz baixa e instável. Zac passou os braços com mais força em torno dela e mordeu o lóbulo da orelha.
— Eu quero estar dentro de você. Desesperadamente. E então eu quero que você durma aconchegada ao meu lado.
Um arrepio percorreu todo o corpo de Vanessa como uma onda gigante mexicana. Zac percebeu isso e sua respiração parou. Antes que ela pudesse reagir, ele estava de pé e ela estava em seus braços.
*
No momento em que Zac pegou Vanessa nos braços e ela o olhou com aqueles olhos de lobo incríveis, ele quase disse a ela tudo o que estava pesando sobre ele - o quanto ele a amava, o quanto ele precisava dela, o quanto ele precisava dela precisando dele. Em vez disso, ele a beijou quando ela cruzou as mãos atrás do seu pescoço, e a levou para o quarto.
Quando ele a deitou na cama, algo em seu olhar mudou. Como se ela quisesse dizer a ele as mesmas coisas que ele desejava dizer. Como se ela não quisesse que isso acabasse.
Diga, Vanessa, por favor, diga. Diga que me ama. Diga que você me quer. Diga que você não vai partir.
Ele cantava essas palavras repetidamente em sua cabeça, na esperança de que ela pudesse ler a mente dele.
Vanessa permaneceu em silêncio por muito tempo, antes que ela fechasse os olhos e fizesse uma careta. Quando os abriu, o que estava lá segundos atrás tinha ido embora. Tudo que Zac viu agora eram desejo e desespero.
Ele não queria mais pensar. O que ele queria estava ali, deitada na cama debaixo dele. Zac atacou a boca de Vanessa em um beijo feroz e ela respondeu imediatamente, agarrando sua nuca e puxando-o contra ela. Ela precisava disso tão desesperadamente como ele. Ele seria lento e gentil com ela mais tarde, mas agora ele queria enterrar dentro dela e esquecer o futuro.
Meia hora depois, ofegante e sem fôlego, Zac segurou Vanessa em seus braços e tentou acalmar seu corpo e sua mente ao ouvir sua respiração irregular. Seu peito estava batendo contra o dele, e ele podia sentir o rápido batimento de coração dela, que combinava com o seu. Nenhum deles tinha dito uma palavra desde que chegaram ao quarto. Eles expressaram como se sentiam sobre o outro sem falar. Enquanto as palavras poderiam ser controladas, as ações não mentiam. A conexão que eles compartilhavam era muito mais profunda do que as palavras. Zac sentiu que Vanessa era tão parte dele como sua própria alma. Era algo que estava permanentemente gravado em seu próprio ser. Sem ela, ele nunca seria completo.
Ele sabia que ela sentia o mesmo. Ele tinha visto isso em seus olhos, ouvia isso em seu batimento cardíaco, sentia em seu hálito quente contra sua pele. Se ela não estivesse pronta para dizer isso ainda, então que assim seja. Zac não iria pressioná-la a expressar seus sentimentos com palavras. No entanto, ele iria pressioná-la a ficar com ele.
Partir não era uma opção mais. Talvez nunca tenha sido.
— Você acredita em amor à primeira vista? — ele perguntou, quando sua respiração tinha abrandado o suficiente para formar palavras. Vanessa endureceu ao lado dele e ele acariciou as suas costas para relaxá-la.
— Eu realmente nunca pensei nisso.
Mentirosa.
Bem, pense sobre isso agora. Você acha que é possível amar alguém no momento que você o vê?
Provavelmente não. Ser atraída por alguém, com certeza. Mas amor? Não leva tempo? — Vanessa inclinou a cabeça para olhar nos olhos de Zac.
Aqui está a minha teoria: Eu acho que se você começa a ter esta atração insana por alguém, não pode ser apenas físico. Você acha que é físico, porque a pessoa que você vê é a coisa mais linda que você já viu - mas não pode ser. E eu não estou falando apenas de qualquer atração, há muitas pessoas de boa aparência que encontramos todos os dias e, certamente, ficamos atraídos por alguns deles, não importa se vamos conhecê- los, ter relações sexuais com eles. Estou falando da atração intensa que sufoca quando a pessoa em questão surge em sua visão. Isso não é física. O cérebro humano é um pouco lento e precisa de tempo para recuperar o atraso do que o nosso coração já sabe. Quando, ou melhor, se, temos a sorte de encontrar alguém que capta o nosso coração no momento em que colocamos os olhos sobre eles, nos sentimos selvagens, a atração física por ele é tão forte que não se apaga facilmente. Dessa forma, nosso cérebro tem tempo para recuperar o atraso e perceber que esta é a pessoa que você não pode viver sem. Essa é a pessoa que te completa. — Zac olhou para Vanessa, que estava olhando para ele com admiração. — Essa é a única para mim. — Ele disse as últimas palavras, enquanto olhava direto em seus olhos, dizendo para ela, mas dando-lhe a opção de pensar que ele estava terminando sua linha de pensamento.
Vanessa engoliu lentamente, lambeu os lábios secos e baixou os olhos. Ela se aconchegou mais perto de Zac, enterrando o nariz em seu pescoço.
Você já pensou muito sobre isso. — ela sussurrou.
Meu pai sempre falou que se apaixonou pela minha mãe no momento em que a viu. Quando eu era mais novo eu pensava que não era possível. Então, depois que ele morreu, eu repassei nossas conversas repetidas vezes na minha cabeça. Eu poderia falar com ele sobre qualquer coisa, e ele sempre tinha algo interessante e não convencional para dizer. Eu pensei sobre a conexão que ele e minha mãe compartilhavam. Não era algo pessoal, era algo que podia ser sentido por todos ao seu redor e isso me fez debruçar sobre isso, analisar, e acreditar nele — De repente, Zac não conseguia controlar suas palavras por mais tempo. O que ele sentia por Vanessa queria explodir para fora dele e se ele não permitisse, isso iria rasgá-lo em pedaços. — Eu não podia realmente acreditar nisso, até que eu senti.
Vanessa ainda tinha o nariz enterrado em seu pescoço e Zac inclinou seu queixo para cima com o dedo indicador, para que ele pudesse ver a sua reação ao que ele acabara de dizer.  Seus olhos estavam molhados de lágrimas não derramadas e havia medo neles.  Por que ela estava com tanto medo de ouvir que ele a amava? Especialmente se ela se sentia da mesma maneira?
Uma lágrima escapou de seus olhos e rolou por seu rosto. Ele seria condenado se queria fazê-la chorar. Tudo o que ele queria era fazê-la feliz, não assustada e triste. Isso foi o suficiente para empurrar tudo o que ele queria dizer para dentro e bloqueá-lo atrás de uma porta sólida.
Não chore, por favor, tesoro, não chore. — ele sussurrou e beijou uma trilha ao longo de sua bochecha onde sua lágrima tinha deixado um traço úmido. Quando chegou ao canto da boca, Vanessa virou a cabeça ligeiramente e bateu os lábios nos dele. Seu beijo era frenético, desesperado. Esforçando-se para não perder o controle e dar asas a sua paixão, Zac desacelerou, explorando delicadamente a boca com a língua, acalmando seu desejo. Ele deslizou a mão ao longo de suas costas, apertando seu traseiro e fazendo-a gemer muito. Vanessa tentou assumir o controle novamente e empurrá-lo de costas com ela em cima, mas Zac resistiu, virando-a de costas, em vez disso, e pressionando-a para baixo com seu corpo.
Vamos fazer isso do meu jeito agora. Eu vou fazer amor com você lentamente até você derreter em minhas mãos. — disse ele com voz rouca. Vanessa mordeu o lábio inferior e seus olhos cinzentos escureceram com a necessidade. — Se você não quer ouvir o que eu sinto tudo bem. Eu vou te mostrar.
Ele não lhe deu tempo para reagir ou responder. Mergulhando a cabeça, Zac a beijou até que ela gemeu contra seus lábios.

Até o final da noite, ele tinha certeza de que Vanessa sabia exatamente como ele se sentia sobre ela. O medo nos olhos dela tinha ido embora e ele viu a esperança substituí- la, pouco antes dela se afastar para um sono tranquilo em seus braços.
♥~♥~♥
Oi meninas! Até que emfim, consegui postar mais um capítulo!!!
Peço desculpas por estar demorando a atualizar, mas realmente estou sem tempo.
Enfim,nesse mês de agosto ( que acabou ontem), completamos 1 ANO DE HISTÓRIA NUM PISCAR DE OLHOS ! Vivaaaaaa!!!!
Quero agradecer a todas a leitoras marivilindas que sempre me seguem e estou me apoiando! Obrigada de coração,minhas flores ♥
E,para comemorar, se até amanhã o capítulo de hoje tiver 5 comentários,prometo postar o próximo amanhã mesmo ou domingo!!!É com vocês agora :D
Ah, e já quero informar vocês que pretendo finalizar a história em outubro,no máximo!!!
Bom,é isso. Comentem bastante e até o próximo capítulo!
xoxo
-Rafa

3 comentários:

  1. 1 ano de fic aeeeee
    Parabéns, adoro sua história.
    Achei tão bonito o que o Zac disse, foi tocante, só espero que eles arrumem um jeito de ficaram juntos no final

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  2. Ansiosa para quando Zac vai descobrir sobre a doença, posta logo. Pelo amor de Deus hahaha

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