domingo, 29 de outubro de 2017

Capítulo Trinta e Sete (Último)

Acordar levou algum esforço. Vanessa abriu os olhos lentamente, desorientada por um momento sobre onde ela estava. Instintivamente, ela deslizou sua mão sobre os lençóis ao lado dela, procurando o aconchego familiar. Zac  não estava lá.
O pensamento em Zac conseguiu arrancar totalmente seu cérebro de sonolência, e lembrando dos acontecimentos de ontem à noite deu-lhe uma dor de cabeça instantânea. Amanhã ela precisava ir para Oxford para o seu tratamento. Hoje era sua última chance de enfiar algum sentido na cabeça de Zac e fazê-lo partir.
Vanessa tomou um banho rápido, vestiu um moletom e uma camiseta, e desceu as escadas. Cheiros fantásticos vinham da cozinha - ovos fritos, torradas, manteiga e café. Pela primeira vez desde que ela voltou, o estômago de Vanessa rosnou com fome. Comer tornou-se uma tarefa que ela fazia apenas para agradar sua mãe.
Entrando na cozinha, Vanessa enfrentou uma imagem idílica - Gina sentada à mesa lendo o jornal e bebendo uma xícara de café, enquanto Zac estava cozinhando no fogão atrás dela e colocando ovos fritos em três pratos.
— Você deve estar de sacanagem comigo. — Vanessa murmurou, quando caminhou em direção a máquina de café. Tanto sua mãe como Zac estalaram a cabeça em sua direção.
— Bom dia, querida — Gina disse alegremente. Vanessa murmurou um “Hum-hum” e pegou um copo para se servir de um café. Zac olhou para ela por um longo momento, mas ela o ignorou. Se ele queria ficar, azar. Mas ela não ia fingir que estava bem com isso.
Zac e Vanessa comeram em silêncio, enquanto Gina tentou aliviar o clima, discutindo os artigos no jornal. Não funcionou, então ela desistiu e terminou seu próprio café da manhã em silêncio. Depois que todo mundo tinha terminado seu prato, Gina os mandou embora e recusou qualquer ajuda com arrumação. Vanessa sabia que sua mãe estava tentando deixá-la a sós com Zac. Por um momento ela pensou em ir direto para o seu quarto e trancar a porta, mas, em seguida, ela se irritou com a ideia. Era a casa dela, ela podia fazer o que quisesse. E agora ela queria assistir TV e ficar deitada no sofá, até que suas costas começassem a doer.
Vanssa se esparramou no sofá, ligou a TV e ignorou Zac completamente, que estava sentado na outra ponta, direto em seus pés. Ela podia sentir o calor vindo de seu corpo e afastou seus pés para longe dele.
— Como você está? — Ele perguntou em voz baixa.
— Eu não sei. Você vai embora? — Vanessa lançou-lhe um olhar sombrio e ele se retraiu.
— Não.
— Então, eu não estou bem. — Ela começou a zapear os canais, realmente não vendo nada na tela, porque a única coisa que ela sentia eram os olhos de Zac sobre ela. Ele se levantou, pegou o controle remoto de sua mão, silenciando a TV e sentou-se na mesa de centro na frente dela.
— Vanessa... — ele começou.
— Nem comece, Zac. Não há nada que você possa dizer que me fará acreditar que arruinar sua vida por minha causa está bem.
— Eu estou arruinando a minha vida, se eu ficar sem você, Vanessa. Como você não pode ver isso? — Ele disse baixinho e tentou tocar a mão dela, mas ela afastou para o lado.
— Eu posso morrer amanhã, Zac. Morrer. E mesmo se não acontecer isso, eu estou condenada a passar toda a minha vida em hospitais, recebendo tratamentos e check-ups. Mesmo se, por algum milagre, eu ficar curada ou eles encontrarem um doador, eu ainda vou ter que ser averiguada em uma base regular. O câncer será uma sombra constante na minha vida e, consequentemente, na vida de qualquer um que esteja perto de mim.
— Ninguém está seguro contra doença ou tragédia, amor. Você pode estar perfeitamente saudável um dia e no dia seguinte se diagnosticada com câncer. Ou sair de férias e se afogar no mar. Isso não significa que não podemos viver nossas vidas.

Vanessa foi pega de surpresa por suas palavras. Ele estava certo. Seu pai e Eric estavam vivos e saudáveis em um minuto e no próximo estavam no necrotério. Ela poderia ter câncer quando tivesse quarenta e cinco anos e dois filhos adolescentes.
— A diferença é que eu sei que o meu futuro reserva agora. Eu não quero essa vida para você.
— Não é sua opção. — Zac disse e, quando Vanessa abriu a boca para protestar, ele silenciou levantando sua mão. — Você está errada, Vanessa. Você não sabe o que o futuro reserva para você. A vida tem uma tendência a nos surpreender.
Vanessa olhou para ele, confusa. Por que ele sempre tem que virar suas palavras contra ela?
— Eu quero que você lute, Vanessa. Você é forte e contanto que você não desista você vai chutar o traseiro do câncer todo o caminho de volta para o inferno. E eu vou estar ao seu lado. — Ele se levantou, inclinou e beijou o topo de sua cabeça, antes de desaparecer pelas escadas.
Vanessa estava atordoada por suas palavras. Ele via tudo sob uma luz completamente diferente. Pela primeira vez desde que ela o deixou, Vanessa se perguntou se tinha feito a coisa certa - se correr não tinha sido apenas uma reação instintiva. Ela estava certa ao te-lo deixado sem lhe dizer a verdade? Sem lhe dar uma escolha? E se tivesse sido o contrário? E se fosse ele fosse que estivesse doente, e tivesse desaparecido, sem qualquer explicação?
Deus, ela teria ficado furiosa! Ela provavelmente teria reagido exatamente da mesma maneira que ele.
— Querida, como você está se sentindo? — Sua mãe perguntou, sentando ao seu lado no sofá e arrastando um braço em volta dos seus ombros.
— Traidora. — disse Vanessa, e olhou para Gina de forma acusadora. Porém ela não conseguiu manter uma cara séria por muito mais tempo, e seus lábios se abriram em um sorriso genuíno. Gina sorriu e beijou o rosto da filha.
— Me desculpe, eu fiz tudo isso pelas suas costas, querida. Mas eu não me arrependo por ajudar Zac, ou por ele estar aqui. Esse rapaz te ama tanto, Nessa. Pare de lutar com ele. Pela primeira vez, a vida está lhe dando uma tábua de salvação.  Agarre-a.
Vanessa fechou os olhos, tão perto de subir as escadas e se atirar em seus braços.
— Ontem à noite, depois que você disse aquelas coisas horríveis e correu para o seu quarto, eu podia ouvir Zac caminhando ao redor do seu quarto. Eu fui lá para verificar se ele estava bem ou se ele queria alguma coisa para comer, e ele desabou. Sentou-se na cama e chorou. Eu fui lhe dar um abraço, e todo o seu corpo tremia em meus braços. — Gina fez uma pausa para limpar uma lágrima do rosto de Vanessa. — Ele me disse que se culpava, por você passar por tudo o que aconteceu nas últimas duas semanas sem ele. Ele lamentou não ter sido mais persistente e não tê-la impedido de partir. — Gina inclinou o queixo de Vanessa para cima e a fez olhar em seus olhos. — Zac fará tudo por você, Vanesa. Sua maior preocupação não é o seu próprio futuro, mas o seu. Ele é o tipo de homem que quando ama, ama com tudo o que ele tem. Ele quer te proteger, cuidar de você, te ajudar. Deixe-o. Não o afaste, porque você vai acabar com ele.
As lágrimas de Vanessa estavam escorrendo pelo rosto livremente agora. Gina deu a ela um lenço de papel e esperou que assuasse o nariz, antes de falar novamente.
— Vá até ele, querida. Deixe-o estar lá para você.
As palavras de Zac e agora as palavras de sua mãe estavam começando a fazer muito mais sentido do que o seu desejo obstinado em protegê-lo. Ela sentiu as paredes começando a rachar e a vontade de mantê-lo longe desmoronou.
Vanessa enxugou as lágrimas, e antes que ela percebesse, suas pernas tinham levado ela direto para o quarto de Zac por sua própria vontade.
Ela bateu de leve na porta e um momento depois que abriu. Zac estava diante dela, várias emoções passando por seu rosto quando a viu - surpresa, esperança, entendimento, e alívio. Então, tudo se dissipou ao amor.
Ele pegou a mão dela e a arrastou para dentro, fechando a porta atrás dela e puxou-a em seus braços. Ele a abraçou com tanta força que Vanessa não conseguia respirar, mas ela não se queixou e lhe rodeou o pescoço com os braços, abraçando-o de volta.
— Eu senti tanto sua falta. — disse ela, inalando seu aroma e deixando atravessar seus sentidos.
— Nunca mais fuja de mim, Vanessa. Eu não vou ser capaz de aguentar, se você fizer isso de novo. — disse Zac, levantando a cabeça e olhando em seus olhos. Seus olhos estavam ardendo com lágrimas não derramadas e ao vê-lo tão vulnerável fez os lábios de Vanessa tremer.
— Eu te amo. — ela disse, e sua voz tremeu.
— Eu sei.
Ele abaixou-se e a beijou, fazendo-a esquecer o resto do mundo. Ela derreteu em seus braços e sentiu inflamar a esperança em seu coração, com renovada paixão. Se ela tivesse Zac, ela poderia fazer qualquer coisa - incluindo combater o câncer e lhe dar a vida que sonhou.
*
O quarto do hospital era pequeno, mas pelo menos era limpo e arrumado. Se tudo corresse bem, Vanessa não teria sequer que passar a noite aqui e não precisava suportar o cheiro horrível do hospital por muito tempo. Isso já estava sufocando-a.
Gina caminhou atrás dela, carregando as roupas que Vanessa precisava usar para o procedimento.
— Apresse-se e vista isso, querida. O médico vai estar aqui a qualquer minuto e levá-la para a cirurgia. — ela disse, e empurrou o vestido de algodão simples em suas mãos. Vanessa olhou para Zac, que também apareceu na porta, encostado no batente. Ele lhe deu um aceno encorajador e a certeza absoluta de que tudo ia ficar bem brilhava em seus olhos. Era exatamente o que Vanessa precisava agora, porque ela não tinha tanta certeza de si mesma.
Ela entrou no pequeno banheiro, deixou o vestido do hospital sobre o balcão e lavou o rosto com água fria. Seus nervos estavam começando a levar o melhor, quando Vanessa pegou a toalha com as mãos trêmulas. Um par de dias atrás, ela realmente não se importava se iria viver ou morrer, tão vergonhosa como essa afirmação possa parecer. Tudo o que ela sentiu foi culpa, porque ela não tinha força para lutar - se não por si mesma, então, por Gina.
Uma leve batida na porta a assustou fora de seus pensamentos, e quando Vanessa abriu, viu a razão pela qual estava determinada a chutar o traseiro do câncer. Como ela poderia não ter percebido o quanto precisava de Zac até agora?
— Hey. Precisa de alguma ajuda? — Ele perguntou. Vanessa olhou para sua mãe, que estava conversando com uma enfermeira do outro lado da sala. Recuando um pouco, ela deixou Zac entrar, e fechou a porta atrás dele.
— Sim, acho que preciso.
Essa simples declaração foi mais difícil de dizer e ainda mais difícil de assumir, e isso significava muito para ambos. Zac concordou e ajudou Vanessa a tirar a roupa, dobrando-a ordenadamente em uma pilha sobre o balcão. Quando ela estava só de calcinha, Vanessa se virou para pegar o vestido do hospital e ouviu Zac suspirar pesadamente atrás dela. Virando a cabeça por cima do ombro para olhar para ele, o viu olhando para sua tatuagem. Vanessa tinha esquecido completamente disso, e o fato de que Zac não sabia que ela tinha acrescentado outro símbolo por ele.
Zac cobriu a distância entre eles em um movimento rápido e ajoelhou-se atrás de Vanessa, tocando a tatuagem com os dedos.
— Você adicionou? — Ele perguntou, sua voz saindo um pouco sem fôlego. — Quando?
— Logo depois que eu voltei. No dia anterior que recebi a notícia de que o câncer estava de volta.
— Estou feliz — Ele beijou todos os símbolos, com especial atenção ao mais recente - a esperança. Ele permaneceu nele por alguns momentos, mais do que no resto, traçando com a ponta de sua língua. Vanessa percebeu que aqui, neste momento, era o lugar mais impróprio para sentir seu desejo por Zac acender em todo o seu corpo, mas ela não podia evitar. Tremendo violentamente, ela agarrou o balcão com as duas mãos, tentando recuperar algum controle.
Zac levantou-se atrás dela e encontrou seus olhos no espelho sobre a pia. Vanessa conhecia muito bem o olhar que ele lhe deu. Ele a queria também. A determinação repentina para sobreviver e deliciar-se com aquele olhar por um longo tempo atravessou Vanessa, e ela sorriu para ele.
Zac a ajudou a colocar o vestido e envolveu-a em seus braços.
— Você vai ficar bem, tesoro — ele murmurou contra o pescoço dela, e Vanessa sentiu as lágrimas que ameaçavam algum tempo fazer uma aparição. Zac se afastou, olhou diretamente em seus olhos e disse: — Eu prometo.
Ela acreditou nele.
*
Zac não podia ficar parado. Ele andava pela sala de espera, deixando todo mundo ansioso, mas ele não poderia evitar. O procedimento não deve acabar antes de pelo menos uma hora, e tinham passado apenas dez minutos desde que Vanessa se afastou com o médico. Para Zac pareciam dez dias. Sem saber o que estava acontecendo por trás dessas portas fechadas o estava deixando louco.
O telefone em seu bolso tocou e assustou, quase o fazendo tropeçar. Conseguindo um olhar de desaprovação de uma enfermeira, ele tirou do bolso e caminhou em direção as portas que davam no corredor.
— Oi, Ash. — disse ele, depois que atendeu.
— Zac!  O que está acontecendo?  Ela está em cirurgia?  — Ele mandou uma mensagem a ela ontem à noite, dizendo que eles estavam juntos , e que ela estaria em cirurgia hoje.
— Sim, ela acabou entrar. — Ele enfiou a mão livre pelos cabelos e encostou-se à parede, tentando acalmar o suficiente para ter uma conversa normal com Ashley.
— Eu nunca tive tanto medo na minha vida. — Ele deslizou pela parede e sentou-se no chão, enterrando seu rosto na curva de seu braço. Zac precisava ser forte por Vanessa, mas conversar com Ashley o fez desmoronar.
—Zac, ela vai ficar bem, eu sei disso. Você e Vanessa estão destinados a ficarem juntos. Sua história não é apenas uma piada cruel, Zac. É real e é o que você tanto merece. A vida precisa fazer as pazes com os dois, e acho que é isso que está acontecendo.
Apenas Ashley poderia dizer algo como isso, e essa era uma das muitas razões pelas quais ele a amava tanto. Eles podiam brigar, discutir e irritar o inferno um para o outro, mas Ashley era sua amiga, e lhe ajudou mais vezes do que poderia contar.
Quando ele não disse nada, porque suas cordas vocais se recusavam a trabalhar, ela entendeu o recado e continuou:
— Minha mãe e eu reservamos passagens para visitá-los em duas semanas. Não diga a Vanessa, queremos surpreendê-la — Se eles já tinham reservado os seus voos, isso significava que não havia dúvidas em suas mentes que Vanessa ia ficar bem. Zac sorriu, com a força recém-encontrada florescendo em seu peito.
— Isso é bom, ela vai gostar. — ele disse.
— Há outra razão pela qual estamos indo. Eu disse a mamãe tudo, ela não sabia sobre o câncer de Vanessa, ninguém, exceto eu e tia Gina sabíamos. Quando ela soube, imediatamente sugeriu que fizéssemos o teste para verificar se uma de nós poderia ser um doador compatível para Vanessa.
Zac congelou no lugar. Por que ele mesmo não tinha pensado nisso? Sua mente estava tão preocupada em protegê-la e convencê-la a deixá-lo ficar com ela mais uma vez, que ele ainda não tinha pensado nisso.
— Você não pode dizer a ela, Zac, ela não nos permitia fazer isso. Não há nenhum ponto em discutir com ela, porque já temos nossas cabeças firmes sobre isso. Se um de nós for compatível, então vamos discutir. Escolha as nossas batalhas, certo? — Zac ouviu o sorriso na voz de Ashley e deu-lhe ainda mais esperança.
— Eu quero fazer o teste também. — disse ele.
— Ok, você pode fazer isso com a gente. Apenas... Não tenha esperanças demais, Zac. Gina foi testada quando descobriram o câncer e ela não era compatível, mesmo que fosse a parente mais próxima de Vanessa. Há uma forte possibilidade de que nenhum de nós seja compatível também.
— Nós temos que tentar.
— Eu concordo. Eu tenho que ir agora, mas, por favor, me mande uma mensagem assim que tiver uma atualização.
— Eu farei. Obrigado, Ash. Eu não sabia o quanto eu precisava falar com você antes que você ligasse.
Zac voltou para a sala de espera e encontrou Gina sentada ali, batendo o pé nervosamente. Era uma coisa estranha de ver, porque a mãe de Vanessa parecia sempre tão calma e serena. Vê-la acelerou o coração ansioso de Zac ainda mais.
Ele se sentou ao lado dela e ela colocou a mão sobre a dele, sem dizer nada.
O que pareceu um século mais tarde, o médico de Vanessa entrou pelas portas duplas e, ao encontrá-los com os seus olhos, foi direto na direção deles.
— Ela está bem. — disse ele, provavelmente sentindo que esta deveria ser a primeira coisa que ele tinha a dizer. — Tudo correu bem e eu tenho certeza que ela vai fazer um bom progresso. Ela precisa descansar por algumas horas e se ela se sentir bem depois, vocês podem levá-la para casa. Não há efeitos colaterais para este procedimento, por isso ela deve estar boa como nova amanhã. Traga-a de volta para um check-up no prazo de uma semana. — Ele deu-lhes um sorriso mecânico e um aceno de cabeça, e se virou para ir embora. A mão de Gina disparou e agarrou seu braço, impedindo-o.
— Obrigada, Doutor. — Ela engasgou com as palavras e no momento em que ele saiu, Gina escondeu o rosto no peito de Zac e soluçou.
O médico tinha razão - Vanessa estava tão boa como nova no dia seguinte. Ela estava um pouco cansada quando a levaram para casa após o procedimento, mas era mais por causa da anestesia do que qualquer outra coisa. Zac a segurou em seus braços e ela dormiu durante toda a viagem para casa. Após Gina chorar toda a sua dor na sala de espera, ela não conseguia parar de sorrir. Ela sorriu para ele toda vez que seus olhos se encontravam pelo espelho retrovisor.
O check-up, uma semana depois correu tudo bem - o exame de ressonância magnética mostrou que os tumores estavam menos definidos e começam a diminuir. A próxima consulta era em quatro semanas, e ele iria mostrar se seria necessário outro tipo de tratamento para Vanessa.
Vanessa estava linda, de volta como era antes. Gina voltou ao trabalho, deixando-a aos cuidados de Za. Ele não poderia ter ficado mais feliz.
Quando Ashley e Niki apareceram em sua porta, Vanessa estava na lua. Mais tarde, quando lhe disseram que tinham feito o teste de compatibilidade para ser doador, se descobriu que Niki tinha a compatibilidade perfeita para Vanessa, mas ela não queria nem ouvir falar disso. Ela se recusou a deixar sua tia arriscar a sua vida, como ela mesma disse, para salvar a dela. Além disso, o tratamento de quimio saturação lhe tinha dado grande esperança de que ela não precisaria sequer de um doador. Tudo dependia dos resultados do próximo check-up, dentro de duas semanas.
No final, para alcançar algum tipo de compromisso, Niki fez Vanessa prometer que, se em algum momento no futuro, ela precisasse de um transplante, ela lhe permitiria fazê- lo.
Os resultados das quatro semanas de check-up eram incríveis, os tumores quase desapareceram. O médico de Vanessa ficou surpreso, nunca teve resultados tão bons antes.
Depois de mais três meses, foi dado sinal verde a Vanessa, e ela estava oficialmente em remissão.
— É tudo por sua causa, amor. Você me salvou. — disse Vanessa, quando ela se aconchegou ao lado de Zac.
Ele tinha ansiado ouvir essas palavras por tanto tempo. A verdade era que um havia salvado o outro.
~♥~♥~♥~
Oi amores!!! Chagamos ao fim da adaptação de Num Piscar de Olhos! 
Ainda há o epílogo,então comentem bastante!!! 
Logo mais estarei postando o grand finale para encerrar essa história com chave de ouro!!!
Até mais meninas,xoxo

3 comentários:

  1. Amei 😍😍 Que história maravilhosa,pena que acabou.Te admiro muito és uma otima escritora.Beijos 😘😘😘👏👏

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  2. Esse final nao poderia ser mais maravilhoso.... Eu ameiii....
    To louca pra ler o epílogo.
    Posta mais....
    Beijooos

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  3. Final tão emocionante, nem tenho palavras pra descrever, confesso que vou sentir saudades dessa história, vou esperar o epílogo ansiosamente.
    Você escreve muito bem, sério mesmo.

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